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Agro

Alho Roxo produzido em sete cidades de SC conquista reconhecimento nacional

O reconhecimento valoriza o modo tradicional de produção cultivado por 482 famílias agricultoras no municípios catarinenses

Por: Daiane
01/07/2026 10h48 - Atualizado há 3 horas
(Foto: Aires Mariga/Epagri)
(Foto: Aires Mariga/Epagri)

O Alho Roxo do Planalto Catarinense passou a integrar oficialmente o seleto grupo de produtos brasileiros com Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem

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O reconhecimento foi concedido pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e confirma que as características do produto estão diretamente ligadas às condições naturais e ao conhecimento acumulado pelos agricultores da região ao longo de décadas.

A certificação reconhece que fatores como clima, altitude, solo e práticas tradicionais de cultivo conferem ao alho produzido na região características exclusivas, entre elas a película roxa dos dentes, aroma marcante, qualidade dos bulbos e atributos bioquímicos diferenciados.

Região reúne quase 500 produtores familiares

O Planalto Catarinense é considerado o berço nacional do alho nobre. A produção começou a ganhar força no fim da década de 1970, quando o agricultor Takashi Chonan desenvolveu a seleção da variedade que originou os cultivares atualmente produzidos na região.

Hoje, a área contemplada pela Indicação Geográfica engloba os municípios de Caçador, Lebon Régis, Frei Rogério, Fraiburgo, Monte Carlo, Brunópolis e Curitibanos.

Ao todo, 482 produtores familiares cultivam cerca de 1.314 hectares da hortaliça, consolidando a região entre as principais produtoras de alho do Brasil.

Santa Catarina chega à 12ª Indicação Geográfica

Com a certificação do Alho Roxo do Planalto Catarinense, Santa Catarina passa a contar com 12 Indicações Geográficas, fortalecendo a valorização de produtos ligados ao território e à agricultura familiar.

Entre os produtos catarinenses que já possuem esse reconhecimento estão a Uva Goethe, a Banana de Corupá, o Queijo Artesanal Serrano, os Vinhos de Altitude, o Mel de Melato da Bracatinga, a Maçã Fuji de São Joaquim, a Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense, a Linguiça Blumenau, a Cachaça e Aguardente de Luiz Alves, a Banana de Luiz Alves e o Frescal de São Joaquim.

Trabalho técnico foi decisivo para a certificação

A conquista é resultado de um trabalho conjunto liderado pela Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), em parceria com a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), a Secretaria de Estado da Agricultura, o Sebrae, a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e a Copar (Cooperativa Regional Agropecuária do Meio Oeste Catarinense).

Desde 2021, pesquisadores e extensionistas coordenaram estudos, realizaram a caracterização ambiental da área produtora, reuniram informações técnicas e mobilizaram agricultores, cooperativas, universidades e órgãos públicos para comprovar a relação entre o território e a qualidade do alho.

Segundo o pesquisador Hamilton Justino Vieira, do Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia) da Epagri, a certificação demonstra como a pesquisa e a extensão rural contribuem para o desenvolvimento regional.

Além de agregar valor ao produto, a Indicação Geográfica amplia oportunidades de mercado, fortalece a identidade do território, incentiva a preservação das práticas tradicionais de cultivo e contribui para aumentar a renda das famílias agricultoras, estimulando a permanência dos produtores no campo.

Projeto também recebeu reconhecimento ambiental

O trabalho que resultou na certificação do Alho Roxo do Planalto Catarinense também foi destaque no Prêmio Expressão de Ecologia, reconhecimento que evidenciou o potencial da iniciativa para promover desenvolvimento econômico aliado à conservação ambiental e à valorização da produção sustentável.

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