Amado Batista é incluído na “lista suja” do trabalho escravo após fiscalização em propriedades
Irregularidades teriam sido encontradas em fazendas do cantor em Goiás; defesa nega exploração
Por: Rodrigo de Oliveira
13/04/2026 10h15 - Atualizado há 2 horas
Fotos: Reprodução/Instagram de Amado Batista | Reprodução/MTE
O cantor Amado Batista teve o nome incluído na chamada “lista suja” do trabalho escravo, atualizada na última segunda-feira (06) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A inclusão ocorreu após fiscalizações realizadas em 2024, em duas propriedades localizadas em Goianápolis (GO), onde foram apontadas irregularidades envolvendo trabalhadores.
Segundo o MTE, cerca de 14 trabalhadores teriam sido encontrados em condições análogas à escravidão, incluindo jornadas exaustivas e condições precárias de trabalho e alojamento.
Entre os problemas identificados estavam:
Falta de camas e estrutura adequada para descanso
Ausência de local apropriado para refeições
Condições de higiene consideradas precárias
Jornadas que chegavam a até 18 horas diárias
A chamada “lista suja” é um cadastro público que reúne nomes de empregadores flagrados submetendo trabalhadores a situações irregulares, após conclusão de processo administrativo sem possibilidade de recurso.
Por outro lado, a defesa do cantor nega as acusações de trabalho escravo. Segundo o advogado, não houve resgate de trabalhadores, e as irregularidades identificadas teriam sido corrigidas após a fiscalização, com assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e regularização das pendências.
O caso segue repercutindo e levanta debate sobre as condições de trabalho no meio rural e a fiscalização dessas atividades no país.
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Segundo a comunidade, a situação já dura há pelo menos 20 anos
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