O Super El Niño 2026/2027 pode entrar para a história como o mais intenso já registrado. A nova atualização dos principais modelos climáticos internacionais, divulgada nesta segunda-feira (20), elevou a projeção de aquecimento das águas do Oceano Pacífico para mais de 3°C, fortalecendo a expectativa de um fenômeno histórico nos próximos meses.
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Fenômeno histórico
Conforme o site da Meteored, as simulações reúnem 24 modelos climáticos e mostram que o aquecimento continuará se intensificando entre a primavera e o verão no Hemisfério Sul.
Na atualização anterior, divulgada em junho, o pico previsto era de aproximadamente 2,6°C. Agora, os modelos indicam que a temperatura pode chegar a 3,1°C, um aumento considerado expressivo pelos especialistas.
Oceano Pacífico já registra temperaturas recordes
O fortalecimento das previsões acompanha o cenário atual do Pacífico Equatorial.
Ainda conforme a Meteored, dados do CPC (Centro de Previsão Climática) da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) apontam que a região Niño 3.4 registrou, na última semana analisada, uma anomalia de 2,1°C acima da média, patamar típico dos episódios mais intensos de El Niño.
Além das águas superficiais, medições mostram uma extensa camada de água quente abaixo da superfície, com anomalias superiores a 6°C, indicando que o aquecimento ainda pode se intensificar nos próximos meses.
Outro levantamento, do Climate Reanalyzer, mostra que tanto a temperatura média dos oceanos quanto a da região Niño 3.4 vêm quebrando recordes desde junho, superando anos marcados por grandes episódios de El Niño, como 1982, 1997 e 2015.
Outras projeções confirmam tendência
O ECMWF (Centro Europeu de Previsões de Médio Prazo) também projeta um aquecimento superior a 3°C a partir de outubro. Já o conjunto de modelos do programa europeu Copernicus Climate Change Service aponta que a anomalia pode alcançar 3,5°C em dezembro.
A concordância entre diferentes centros meteorológicos internacionais reforça a confiança de que o fenômeno poderá atingir intensidade sem precedentes.
O que pode mudar no Brasil
Embora os impactos variem de uma região para outra, um El Niño muito intenso costuma alterar significativamente o comportamento do clima.
No Sul do Brasil, o fenômeno normalmente favorece chuvas acima da média, aumentando o risco de temporais, enchentes e alagamentos. Já em outras regiões do país, pode provocar períodos de estiagem prolongada e temperaturas mais elevadas.
Os especialistas destacam que o fenômeno seguirá sendo monitorado nas próximas semanas, mas o cenário atual reforça que o Super El Niño 2026/2027 tem potencial para superar todos os eventos registrados até hoje.
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