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Economia

Caminhoneiros ameaçam greve nacional por alta do diesel e pressionam governo

Categoria afirma que mobilização já foi deliberada e pode ocorrer nos próximos dias

Por: Rodrigo de Oliveira
18/03/2026 13h38 - Atualizado há 2 horas
Caminhoneiros ameaçam greve nacional por alta do diesel e pressionam governo

O movimento de caminhoneiros por uma possível greve nacional ganhou força nos últimos dias, impulsionado pela alta no preço do diesel e pela insatisfação com as medidas adotadas pelo governo federal.

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Segundo lideranças do setor, a mobilização já teria sido aprovada em assembleias e pode se concretizar no curto prazo, com adesão de motoristas autônomos e também de profissionais contratados por transportadoras.

À frente do movimento, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, afirmou que a paralisação deixou de ser uma hipótese.

“Vai ter greve. Se for preciso, vamos fechar rodovias. A categoria já deliberou por isso”, declarou.

Alta do diesel é principal motivo

De acordo com dados do setor, o diesel acumulou aumento próximo de 19% desde o fim de fevereiro, pressionado pela alta do petróleo no mercado internacional.

Mesmo após o governo anunciar medidas como zeragem de impostos e subsídios, caminhoneiros afirmam que o impacto foi anulado por reajustes nas refinarias.

A categoria também reclama da dificuldade em repassar o aumento dos custos para o valor do frete, o que tem reduzido a renda dos motoristas.

Reivindicações

Entre as principais demandas estão:

Cumprimento da tabela mínima de frete

Maior fiscalização sobre empresas

Possível isenção de pedágio para caminhões vazios

Medidas para controle do preço do diesel

Possível impacto

A mobilização tem caráter nacional e pode afetar diretamente o transporte de cargas e o abastecimento.

Estimativas apontam que o Brasil possui cerca de 790 mil caminhoneiros autônomos e 750 mil motoristas contratados, o que amplia o potencial de impacto econômico.

Como deve começar

Inicialmente, a orientação é que a paralisação ocorra sem bloqueio de rodovias, com motoristas deixando de rodar ou permanecendo em pontos de apoio, como postos de combustível.

No entanto, a possibilidade de interdição de estradas não está descartada.

Governo monitora

Diante da situação, o governo federal já iniciou negociações com representantes da categoria e estuda novas medidas, além de reforçar a fiscalização no setor.

Apesar disso, o clima entre os caminhoneiros é de desconfiança quanto à efetividade das ações.

Até o momento, não há confirmação oficial de uma greve nacional iniciada, mas o cenário é de alerta e possibilidade real de paralisação nos próximos dias.

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