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Saúde

Canetas do Paraguai passaram em testes? Veja o que foi analisado

Anvisa esclarece como funciona a avaliação de qualidade, segurança e eficácia de medicamentos

Por: Daiane
07/07/2026 09h23 - Atualizado há 4 horas
Registro de medicamentos exige diversas etapas (Foto: IA)
Registro de medicamentos exige diversas etapas (Foto: IA)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) esclareceu que é falsa a informação de que testes laboratoriais comprovaram que canetas contrabandeadas do Paraguai são equivalentes aos medicamentos registrados no Brasil. 

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Segundo a agência, os exames realizados identificaram apenas a presença do princípio ativo, mas isso não é suficiente para garantir que os produtos funcionem da mesma forma ou sejam seguros para uso.

O que os testes realmente analisaram

De acordo com a Anvisa, os testes foram realizados pelo CIATox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e verificaram apenas a presença, a concentração e a estrutura molecular da tirzepatida nas canetas apreendidas.

Essas análises confirmam que havia o princípio ativo nos frascos, mas não permitem afirmar que os produtos sejam equivalentes aos medicamentos aprovados pela Anvisa.

Por que não é possível dizer que são iguais

A agência explica que, para um medicamento ser considerado equivalente a outro, é preciso passar por estudos de bioequivalência feitos em centros credenciados. 

Esses testes avaliam, por exemplo, como o medicamento é absorvido pelo organismo, quanto do princípio ativo chega à corrente sanguínea e por quanto tempo ele permanece no corpo.

Além disso, também são analisados fatores como impurezas, contaminantes, degradação do produto, esterilidade e presença de metais pesados.

Segundo a Anvisa, nenhuma dessas etapas foi realizada no estudo divulgado.

Centro que fez a análise não é credenciado para bioequivalência

Outro ponto destacado pela agência é que o CIATox não é um centro de bioequivalência credenciado no Brasil e também não integra a Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde.

Por isso, os resultados obtidos não podem ser usados para afirmar que as canetas contrabandeadas têm a mesma eficácia, segurança ou qualidade dos medicamentos registrados no país.

Registro de medicamentos exige diversas etapas

A Anvisa lembra que o registro de um medicamento envolve um processo rigoroso, com avaliação da fórmula, do processo de fabricação, do controle de qualidade e de estudos que comprovem a segurança e a eficácia do produto.

A agência também ressalta que as fabricantes das canetas analisadas não passaram por inspeções de Boas Práticas de Fabricação e que a Anvisa não teve acesso aos laudos nem à metodologia utilizada no estudo.

Segundo o órgão, uma análise laboratorial isolada não é suficiente para garantir que um medicamento seja seguro e equivalente ao produto aprovado para comercialização no Brasil.

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