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Segurança pública

Caso de raiva em bovino é confirmado no Oeste de SC e preocupa propriedades rurais

CIDASC confirmou um foco da doença em Itapiranga e acompanha um segundo caso suspeito

Por: Daiane
21/07/2026 08h44 - Atualizado há 4 horas
(Foto: Google Maps/Street View)
(Foto: Google Maps/Street View)

Um foco de raiva em bovino foi confirmado pela CIDASC (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) em uma propriedade rural, na linha Presidente Becker, em Itapiranga, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, e colocou produtores em alerta. 

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Conforme informações do médico veterinário e Gestor do Departamento Regional da CIDASC em São Miguel do Oeste, Diogo Luiz Gadotti, além do animal que morreu em decorrência da doença, a companhia também acompanha um segundo caso suspeito em uma propriedade vizinha

Como a raiva pode ser transmitida aos seres humanos e é considerada uma doença letal, equipes de saúde foram notificadas para acompanhar as pessoas que tiveram contato com os animais.

Caso foi registrado no interior de Itapiranga

A CIDASC informou que o atendimento inicial já foi realizado e que o animal segue sendo monitorado.

Para confirmar ou descartar a doença, é necessário aguardar a morte natural do bovino para que seja feita a coleta de material e a realização dos exames laboratoriais.

Protocolo prevê atendimento em até 12 horas

Conforme Diogo Luiz Gadotti, toda suspeita de doença neurológica em bovinos segue um protocolo padrão adotado em todo o Estado.

Após a notificação, uma equipe técnica deve realizar o primeiro atendimento em até 12 horas. Durante a visita, os produtores recebem orientação para não sacrificar o animal, já que a confirmação da doença depende da análise do cérebro após o óbito.

Além da investigação, a companhia comunica imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde e a DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) para que as pessoas expostas ao animal sejam avaliadas e, caso necessário, recebam atendimento preventivo.

Principal preocupação é com a saúde das pessoas

Embora a doença afete bovinos e outros mamíferos, a maior preocupação das autoridades é o risco de transmissão para seres humanos.

Por esse motivo, a orientação é que ninguém manipule animais com sinais neurológicos. As pessoas que tiveram contato com o bovino devem procurar imediatamente a Secretaria de Saúde do município para avaliação médica.

A CIDASC também reforça que qualquer suspeita de raiva deve ser comunicada rapidamente para que todas as medidas sanitárias sejam adotadas.

Vacinação é a principal forma de prevenção

Após a confirmação do foco, equipes da CIDASC iniciaram ações de educação sanitária na propriedade atingida e também nas fazendas vizinhas.

Os produtores estão sendo orientados a vacinar o rebanho contra a raiva, comunicar casos de bovinos com sintomas neurológicos e informar a presença de morcegos hematófagos ou de seus abrigos, já que esses animais são os principais transmissores da doença.

De acordo com a companhia, apesar da gravidade da raiva, a enfermidade pode ser prevenida com a vacinação dos animais e com a notificação rápida de qualquer suspeita.

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