Um foco de raiva em bovino foi confirmado pela CIDASC (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) em uma propriedade rural, na linha Presidente Becker, em Itapiranga, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, e colocou produtores em alerta.
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Conforme informações do médico veterinário e Gestor do Departamento Regional da CIDASC em São Miguel do Oeste, Diogo Luiz Gadotti, além do animal que morreu em decorrência da doença, a companhia também acompanha um segundo caso suspeito em uma propriedade vizinha.
Como a raiva pode ser transmitida aos seres humanos e é considerada uma doença letal, equipes de saúde foram notificadas para acompanhar as pessoas que tiveram contato com os animais.
Caso foi registrado no interior de Itapiranga
A CIDASC informou que o atendimento inicial já foi realizado e que o animal segue sendo monitorado.
Para confirmar ou descartar a doença, é necessário aguardar a morte natural do bovino para que seja feita a coleta de material e a realização dos exames laboratoriais.
Protocolo prevê atendimento em até 12 horas
Conforme Diogo Luiz Gadotti, toda suspeita de doença neurológica em bovinos segue um protocolo padrão adotado em todo o Estado.
Após a notificação, uma equipe técnica deve realizar o primeiro atendimento em até 12 horas. Durante a visita, os produtores recebem orientação para não sacrificar o animal, já que a confirmação da doença depende da análise do cérebro após o óbito.
Além da investigação, a companhia comunica imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde e a DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) para que as pessoas expostas ao animal sejam avaliadas e, caso necessário, recebam atendimento preventivo.
Principal preocupação é com a saúde das pessoas
Embora a doença afete bovinos e outros mamíferos, a maior preocupação das autoridades é o risco de transmissão para seres humanos.
Por esse motivo, a orientação é que ninguém manipule animais com sinais neurológicos. As pessoas que tiveram contato com o bovino devem procurar imediatamente a Secretaria de Saúde do município para avaliação médica.
A CIDASC também reforça que qualquer suspeita de raiva deve ser comunicada rapidamente para que todas as medidas sanitárias sejam adotadas.
Vacinação é a principal forma de prevenção
Após a confirmação do foco, equipes da CIDASC iniciaram ações de educação sanitária na propriedade atingida e também nas fazendas vizinhas.
Os produtores estão sendo orientados a vacinar o rebanho contra a raiva, comunicar casos de bovinos com sintomas neurológicos e informar a presença de morcegos hematófagos ou de seus abrigos, já que esses animais são os principais transmissores da doença.
De acordo com a companhia, apesar da gravidade da raiva, a enfermidade pode ser prevenida com a vacinação dos animais e com a notificação rápida de qualquer suspeita.
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