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Clima

Chapecó enfrentou o julho mais extremo em quase 30 anos; veja os números

Volume de precipitação passou do dobro da média histórica; 97 horas de chuva contínua

Por: Daiane
10/08/2026 07h52 - Atualizado há 3 horas
(Foto: Daiane da Silva)
(Foto: Daiane da Silva)

A cidade de Chapecó, no Oeste catarinense, teve no mês de julho, o período de instabilidade climática mais intenso desde 1997

Foram 97 horas ininterruptas de chuva, 317,6 milímetros de precipitação acumulada, mais que o dobro da média histórica para o mês, e uma sequência de temporais que colocou a cidade e toda a região em alerta.

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Mês foi o mais intenso em quase 30 anos

Segundo a Defesa Civil de Chapecó, julho de 2026 foi marcado por episódios frequentes de tempestades severas, impulsionados pela atuação do fenômeno El Niño e pela transição climática. 

Ao todo, foram registrados 12 dias com temporais e quase quatro dias seguidos de chuva.

De acordo com o diretor da Defesa Civil, Walter Parizotto, o acumulado de 317,6 milímetros supera com folga a média histórica de julho, que é de aproximadamente 150 milímetros.

Ainda conforme o órgão, a combinação entre correntes de ar quente vindas da Amazônia, frentes frias intensas e a formação de ciclones favoreceu a ocorrência de vendavais, granizo e elevados volumes de chuva ao longo do mês.

Região registrou granizo e até tornados

Os impactos do mau tempo também atingiram toda a macrorregião formada pelo Oeste de Santa Catarina, Noroeste do Rio Grande do Sul e Sudoeste do Paraná.

No período, cerca de 140 municípios registraram ocorrências relacionadas aos temporais. Em 38 deles houve queda de granizo com pedras superiores a 3 cm, provocando danos significativos. Também foram registrados tornados em cidades do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Sistema antigranizo

Mesmo diante do cenário de forte instabilidade, Chapecó não registrou danos severos provocados pela queda de granizo.

Segundo a Defesa Civil, o resultado é atribuído ao funcionamento dos três equipamentos do Sistema Antigranizo, instalados na Efapi, no Loteamento Alice e no distrito de Marechal Bormann.

Na última quinta-feira (6), inclusive, os equipamentos precisaram ser acionados três vezes devido ao risco de granizo durante a passagem de um ciclone extratropical que provocou estragos em municípios do Sul do Brasil.

Alerta continua para os próximos meses

A Defesa Civil informou que segue monitorando as condições meteorológicas e reforçando as ações de prevenção, já que os efeitos do El Niño ainda devem provocar novos episódios de instabilidade nos próximos meses.

Conforme Walter Parizotto, o município mantém o trabalho de preparação para reduzir os impactos de eventos climáticos mais severos previstos para o restante do ano.

Veja como funciona:

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