A cidade de Chapecó, no Oeste catarinense, teve no mês de julho, o período de instabilidade climática mais intenso desde 1997.
Foram 97 horas ininterruptas de chuva, 317,6 milímetros de precipitação acumulada, mais que o dobro da média histórica para o mês, e uma sequência de temporais que colocou a cidade e toda a região em alerta.
✅ CLIQUE AQUI E RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO NO WHATSAPP
Mês foi o mais intenso em quase 30 anos
Segundo a Defesa Civil de Chapecó, julho de 2026 foi marcado por episódios frequentes de tempestades severas, impulsionados pela atuação do fenômeno El Niño e pela transição climática.
Ao todo, foram registrados 12 dias com temporais e quase quatro dias seguidos de chuva.
De acordo com o diretor da Defesa Civil, Walter Parizotto, o acumulado de 317,6 milímetros supera com folga a média histórica de julho, que é de aproximadamente 150 milímetros.
Ainda conforme o órgão, a combinação entre correntes de ar quente vindas da Amazônia, frentes frias intensas e a formação de ciclones favoreceu a ocorrência de vendavais, granizo e elevados volumes de chuva ao longo do mês.
Região registrou granizo e até tornados
Os impactos do mau tempo também atingiram toda a macrorregião formada pelo Oeste de Santa Catarina, Noroeste do Rio Grande do Sul e Sudoeste do Paraná.
No período, cerca de 140 municípios registraram ocorrências relacionadas aos temporais. Em 38 deles houve queda de granizo com pedras superiores a 3 cm, provocando danos significativos. Também foram registrados tornados em cidades do Paraná e do Rio Grande do Sul.
Sistema antigranizo
Mesmo diante do cenário de forte instabilidade, Chapecó não registrou danos severos provocados pela queda de granizo.
Segundo a Defesa Civil, o resultado é atribuído ao funcionamento dos três equipamentos do Sistema Antigranizo, instalados na Efapi, no Loteamento Alice e no distrito de Marechal Bormann.
Na última quinta-feira (6), inclusive, os equipamentos precisaram ser acionados três vezes devido ao risco de granizo durante a passagem de um ciclone extratropical que provocou estragos em municípios do Sul do Brasil.
Alerta continua para os próximos meses
A Defesa Civil informou que segue monitorando as condições meteorológicas e reforçando as ações de prevenção, já que os efeitos do El Niño ainda devem provocar novos episódios de instabilidade nos próximos meses.
Conforme Walter Parizotto, o município mantém o trabalho de preparação para reduzir os impactos de eventos climáticos mais severos previstos para o restante do ano.
Veja como funciona:
Quer mandar uma sugestão de pauta para a equipe de jornalismo do Canal Ideal? Descreva tudo e mande suas fotos e vídeos pelo WhatsApp, clicando AQUI.