Chapecó registrou redução no Índice de Infestação Predial (IIP) do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O primeiro Levantamento de Índice Rápido (LIRAa) de 2026, realizado entre os dias 9 e 13 de fevereiro, apontou queda de 5,9% para 4,7% em comparação ao mesmo período de 2025.
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Apesar da redução, o município ainda permanece em classificação de alto risco, conforme os parâmetros do Ministério da Saúde.
Durante o levantamento, foram visitados 3.818 imóveis em 56 bairros, organizados em 12 estratos amostrais. O resultado indica avanço nas ações de fiscalização e no trabalho das equipes da Secretaria de Saúde de Chapecó.
Principais focos identificados
O diagnóstico apontou que:
36,4% dos focos estão em depósitos móveis, como vasos de plantas, baldes e bebedouros de animais;
29,3% estão relacionados ao acúmulo de lixo;
11,1% envolvem pneus descartados.
Com base nesses dados, a Prefeitura já definiu um plano de ação que inclui mutirões de limpeza e fortalecimento do Comitê Intersetorial.
Monitoramento reforçado
O secretário de Saúde, João Lenz, destacou que a redução é resultado de trabalho técnico contínuo, mas reforçou que o combate precisa ser intensificado.
“Essa redução de 5,9% para 4,7% é um indicativo claro de que nossas equipes estão no caminho certo e que a população está se conscientizando. No entanto, não podemos baixar a guarda. O LIRAa nos fornece um diagnóstico preciso, revelando onde os mosquitos estão e quais são seus criadouros preferenciais”, afirmou.
Além das ações de campo, o município mantém o monitoramento de uma rede com 600 armadilhas Ovitrampas, distribuídas estrategicamente para detectar precocemente a presença do vetor.
Próximos passos
O planejamento para as próximas semanas inclui:
Reuniões estratégicas para definição de áreas prioritárias;
Intensificação dos mutirões com Agentes Comunitários de Saúde;
Avaliação logística para recolhimento de pneus.
A administração municipal reforça que a limpeza de quintais, o descarte correto de resíduos e a eliminação de recipientes com água parada continuam sendo medidas essenciais para reduzir os índices e preservar a saúde da população.
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