Uma marca percebida no corpo da filha durante um banho levou uma mãe a procurar a Polícia Civil e denunciar uma possível situação de abuso sexual em Paial, no Oeste de Santa Catarina.
A investigação resultou na prisão preventiva de um homem de 62 anos, apontado como suspeito de abusar sexualmente da mulher, de 28 anos, que possui deficiência intelectual e, segundo a investigação, não teria discernimento necessário para consentir com atos sexuais.
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Denúncia deu início à investigação
Segundo a Polícia Civil, a mãe da vítima procurou a Delegacia de Polícia Civil de Paial no dia 13 de agosto e registrou um boletim de ocorrência.
Ela relatou aos policiais que percebeu um hematoma no corpo da filha enquanto lhe dava banho e perguntou sobre a marca.
Conforme o relato registrado na investigação, a mulher teria então contado à mãe que vinha sendo abusada sexualmente pelo suspeito há algum tempo.
O homem seria um conhecido de longa data da família.
Perícia coletou material genético
Após receber a denúncia, a autoridade policial instaurou um inquérito para apurar os fatos e determinou uma série de diligências.
Entre as medidas realizadas estão exame pericial e entrevista da vítima com psicólogo policial.
De acordo com a Polícia Civil, durante o exame pericial, a mulher relatou que apenas o suspeito teria mantido relações sexuais com ela, sem consentimento.
A perícia também coletou material genético da vítima, incluindo espermatozoides, que passou a integrar os elementos da investigação.
Suspeito tentou fugir
Com os elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do homem. O pedido foi deferido pela Justiça.
A prisão ocorreu no final da tarde de quarta-feira (26), com apoio da Polícia Militar.
Segundo a polícia, o investigado estava em casa quando percebeu a aproximação dos agentes e tentou fugir. Ele foi localizado e preso preventivamente.
Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado ao sistema prisional de Chapecó, onde permanece à disposição da Justiça.
O inquérito policial continua em andamento e deverá ser concluído no prazo de até 10 dias.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, uma condenação. A responsabilidade criminal do investigado ainda será analisada pela Justiça.
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