As chuvas intensas e os temporais que atingiram Santa Catarina na sexta-feira (11) provocaram ocorrências em 31 municípios e deixaram 117 pessoas desabrigadas somente em Três Barras, no Planalto Norte.
Até o momento, seis cidades decretaram situação de emergência: Águas de Chapecó, Canelinha, Guatambu, Joaçaba, Luzerna e Vargem Bonita.
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Os registros incluem alagamentos, inundações, enxurradas, deslizamentos, granizo, queda de árvores e danos em residências, veículos, estradas, pontes e estruturas públicas.
Em situações de emergência, os telefones são 193, do Corpo de Bombeiros, e 199, da Defesa Civil.
117 pessoas ficaram desabrigadas em Três Barras
Um dos casos mais graves foi registrado em Três Barras, no Planalto Norte. Ao todo, 35 residências foram afetadas, deixando 117 pessoas desabrigadas e outras 43 desalojadas.
O município precisou abrir três abrigos para receber moradores atingidos pelas chuvas.
Em Irineópolis, três residências foram afetadas. A chuva provocou a elevação do nível do Rio Iguaçu e também foi registrada uma enxurrada.
Rio Negro volta a subir e exige atenção
A situação dos rios também preocupa no Planalto Norte, principalmente na região próxima à divisa com o Paraná.
As chuvas contribuíram para uma nova elevação do nível do Rio Negro, que, segundo a previsão hidrológica, deve continuar subindo gradualmente nos próximos dias. Existe possibilidade de o rio atingir cotas de emergência.
A elevação do Rio Negro também pode dificultar o escoamento de seus afluentes, favorecendo a subida dos níveis e aumentando o risco de alagamentos e inundações nas áreas próximas.
Oeste e Meio-Oeste também registram estragos
No Oeste catarinense, os temporais provocaram ocorrências em diferentes municípios.
Em Marema, um deslizamento causou danos em veículos e em uma residência. Já em Abelardo Luz, alagamentos e inundações atingiram cinco casas.
A SC-156 foi temporariamente interditada em Lajeado Grande. Em Jaborá, a área central do município foi atingida por uma inundação e três residências foram afetadas.
Já em Ipumirim, a ponte central precisou ser interditada, deixando pontos do município isolados.
Também houve registros de alagamentos, enxurradas, queda de muros, granizo, queda de árvores e danos em estruturas públicas em municípios do Meio-Oeste, Planalto Sul, Vale do Itajaí e Grande Oeste.
Em algumas localidades, as equipes ainda trabalham na avaliação dos danos.
Sexta-feira ainda tem risco de novos temporais
Apesar dos estragos já registrados, a noite de sexta-feira ainda apresenta condições para temporais em todas as regiões de Santa Catarina.
As instabilidades estão associadas à formação de um ciclone extratropical no oceano, entre o litoral catarinense e o Rio Grande do Sul.
Há possibilidade de raios, vendaval, granizo e chuva intensa, inclusive de forma localizada. O cenário mantém o risco de novos alagamentos, enxurradas pontuais, destelhamentos, danos na rede elétrica e queda de galhos e árvores.
Previsão indica melhora gradual
No sábado (12), a tendência é de redução das instabilidades. O Norte catarinense ainda pode ter chuva, enquanto as demais regiões devem alternar períodos de nebulosidade com aberturas de sol.
Para o domingo (13), os modelos indicam condições mais estáveis na maior parte do estado. No entanto, a circulação marítima pode favorecer chuva fraca ou ocasional no Norte.
No início da próxima semana, a previsão aponta períodos nublados e possibilidade de chuva ocasional no litoral. Nas demais regiões, devem ocorrer períodos de nebulosidade intercalados com aberturas de sol.
Defesa Civil reforça cuidados
Mesmo com a tendência de melhora do tempo, a Defesa Civil orienta que a população permaneça atenta, principalmente em áreas que já registraram chuva intensa e próximas a rios com níveis elevados.
Durante temporais e ventos fortes, a recomendação é buscar abrigo em local seguro, longe de janelas e objetos que possam ser lançados pelo vento. Também é importante evitar árvores, placas, postes e outras estruturas que possam cair.
Em caso de chuva intensa e alagamentos, a orientação é não atravessar ruas alagadas, pontes ou pontilhões submersos, seja a pé ou de veículo. A força da água pode arrastar pessoas e veículos e ainda esconder obstáculos.
Em áreas de encosta, é necessário observar sinais como trincas no solo, muros ou paredes, inclinação de postes e árvores e água saindo da encosta. Caso alguma alteração seja percebida, a orientação é deixar o local e procurar um ponto seguro.
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