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Economia

Comissão adia parecer sobre fim da escala 6x1 e redução da jornada de trabalho

Texto que reduz carga horária semanal deve ser apresentado na próxima segunda-feira

Por: Rodrigo de Oliveira
20/05/2026 14h57 - Atualizado há 2 semanas
Foto: Matheus Itacaramby / MTE
Foto: Matheus Itacaramby / MTE

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o possível fim da escala 6x1 adiou para a próxima segunda-feira (25) a apresentação do parecer do relator, Leo Prates.

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Inicialmente, o texto seria apresentado nesta quarta-feira (20), mas o adiamento ocorreu em meio às negociações envolvendo parlamentares, empresários e partidos do chamado Centrão.

Discussão envolve regra de transição de até 10 anos

Entre os principais pontos debatidos está a criação de uma regra de transição de 10 anos para implantação das mudanças.

Setores empresariais e deputados da oposição defendem que a redução da jornada aconteça gradualmente e que categorias consideradas essenciais fiquem fora das novas regras.

O presidente da comissão, Alencar Santana, afirmou que ainda são necessários ajustes e acordos antes da apresentação oficial do relatório.

“Há diálogos e pontos a serem esclarecidos, mas o sentimento é de pensar principalmente no trabalhador”, declarou o parlamentar.

Emendas propõem redução do FGTS e exclusão de categorias

Uma das emendas apresentadas pelo deputado Sérgio Turra prevê:

  • transição de 10 anos para o fim da escala 6x1;
  • manutenção da jornada de 44 horas para serviços considerados essenciais;
  • redução da contribuição patronal do FGTS de 8% para 4%;
  • isenção temporária da contribuição patronal à Previdência Social.

Segundo o texto, setores essenciais seriam definidos posteriormente por lei complementar.

A proposta conta com apoio de 176 deputados, principalmente de partidos como:

  • PL;
  • PP;
  • União Brasil;
  • Republicanos;
  • MDB.

Outra emenda semelhante foi apresentada pelo deputado Tião Medeiros, também propondo transição de 10 anos e exclusão de setores essenciais da redução da carga horária.

Governo defende redução sem corte salarial

O governo federal defende que a redução da jornada aconteça sem redução de salários e sem uma transição tão longa.

Já o relator Leo Prates tem buscado uma solução intermediária, com possibilidade de transição entre dois e quatro anos.

Votação segue prevista para maio

Apesar do adiamento da apresentação do relatório, a votação na comissão especial segue prevista para o dia 26 de maio.

A proposta em discussão altera pontos da PEC 221/2019, que trata da jornada máxima de trabalho no país e da reorganização do modelo de escala dos trabalhadores brasileiros.

*Com informações Agência Brasil

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