O Brasil chegou a 83,9 milhões de pessoas inadimplentes em agosto, o equivalente a 51% da população adulta, segundo dados da Serasa repercutidos pelo UOL.
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O avanço da inadimplência ocorre em um contexto de expansão do acesso ao crédito e de juros elevados.
Segundo a Serasa, o número de inadimplentes aumentou 38,1% entre 2016 e 2026, enquanto o volume total de dívidas cresceu 54,9% no período.
Entre as contas em atraso, o cartão de crédito aparece na primeira posição, representando 27,2% das dívidas. Na sequência estão contas básicas, como água, luz e gás, com 21,1%, além de dívidas com financeiras e serviços.
Para as empresas, o cenário reforça a importância de avaliar com atenção os clientes antes de liberar crédito ou fechar operações com pagamento futuro.
Prevenção começa antes da venda
Uma análise criteriosa da capacidade de pagamento pode ajudar a identificar riscos antes da concretização do negócio.
Outro ponto importante é o acompanhamento dos vencimentos. Em vez de esperar que uma dívida entre em atraso, empresas podem adotar uma cobrança preventiva e buscar uma negociação rápida quando surgirem sinais de dificuldade no pagamento.
Crédito exige cautela
O crédito continua sendo uma ferramenta importante para consumidores e empresas, mas o aumento da inadimplência mostra a necessidade de critérios na concessão.
Nesse cenário, procedimentos bem estruturados podem ajudar as empresas a reduzir riscos, principalmente em operações de venda a prazo.
Entre as medidas estão a análise de crédito, a definição de garantias contratuais e o acompanhamento próximo dos pagamentos.
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