Um homem e uma mulher foram condenados pelo homicídio de um jovem de 20 anos, atacado com um capacete e uma faca em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
O crime aconteceu em 2025 quando os dois agiram juntos durante as agressões. O julgamento ocorreu na última terça-feira (26), no Tribunal do Júri, e as penas somam 30 anos e nove meses de prisão.
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Madrugada terminou em briga
De acordo com a investigação da Polícia Civil e com a denúncia apresentada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o crime aconteceu na manhã de 27 de maio de 2025, na Avenida Fernando Machado, no bairro Líder.
Conforme apurado pela Polícia Civil, o jovem e os dois suspeitos passaram a madrugada consumindo drogas no local, apontado como um ponto de uso de entorpecentes.
Por volta das 6h20, uma discussão começou por um motivo considerado banal. Durante a briga, os suspeitos teriam atacado o jovem com golpes de faca e de capacete.
O rapaz conseguiu deixar o local mesmo ferido e tentou fugir pela via pública, mas percorreu apenas alguns metros antes de cair na pista.
Três facadas foram fatais
O exame de necropsia confirmou que o jovem foi atingido por pelo menos três golpes de faca.
Os ferimentos foram penetrantes e atingiram regiões que provocaram a morte.
Após o homicídio, os envolvidos teriam se deslocado para uma rua próxima, onde começaram uma nova discussão.
Outra pessoa foi esfaqueada
Durante essa segunda briga, a mulher investigada também teria atacado outro homem, que foi atingido com uma facada nas costas.
A agressão foi registrada em vídeo. Mesmo ferida, a vítima conseguiu fugir e buscar ajuda.
O episódio também integrou o conjunto de elementos analisados durante a investigação.
Faca foi escondida após o crime
Ainda conforme a denúncia, depois do ataque que matou o jovem, os envolvidos permaneceram nas proximidades e teriam simulado prestar socorro.
Posteriormente, os dois teriam tentado dificultar a própria identificação e esconder evidências relacionadas ao homicídio.
A faca utilizada nas agressões foi localizada escondida atrás de um poste, no canteiro central da avenida Fernando Machado.
Júri reconheceu atuação conjunta
Durante o julgamento, o Promotor de Justiça Michel Eduardo Stechinski, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Chapecó e integrante do GEJURI (Grupo Especial de Apoio ao Tribunal do Júri), sustentou que os dois acusados contribuíram para a prática do homicídio.
A acusação destacou que, mesmo que apenas o homem tenha desferido o golpe considerado fatal, a mulher também teria participado conscientemente da ação.
Os jurados reconheceram a existência do crime, a participação dos dois réus e a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo o MPSC, a qualificadora foi caracterizada pela superioridade numérica dos agressores e pelo uso simultâneo do capacete e da faca durante o ataque.
Penas ultrapassam 30 anos
Ao final do julgamento, o homem foi condenado a 16 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado.
A mulher recebeu pena de 14 anos e três meses de reclusão, também em regime inicial fechado.
Somadas, as condenações chegam a 30 anos e nove meses de prisão.
Os dois permanecerão presos e não poderão recorrer em liberdade. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.
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