A duplicação da BR-282 em Santa Catarina deu mais um passo. O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) confirmou que estão contratados os projetos de engenharia para 13 lotes da rodovia, entre São Miguel do Oeste e Palhoça.
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Entre eles, o trecho entre Chapecó e Irani é o que apresenta o maior avanço, com previsão de conclusão dos estudos e do projeto executivo em setembro.
Projetos abrangem toda a ligação entre Oeste e Litoral
As informações foram repassadas pelo DNIT ao Centro Empresarial de Chapecó, após as audiências públicas promovidas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que discutem o programa de concessões das BRs-153, 282, 470 e 480.
Segundo a Coordenação-Geral de Comunicação Social do DNIT, a expectativa é que os primeiros projetos de engenharia sejam concluídos já no próximo semestre.
Para a ligação entre o Oeste Catarinense e a Serra, quatro projetos executivos estão em desenvolvimento no trecho entre São Miguel do Oeste e Lages. Os contratos contam com recursos assegurados e abrangem aproximadamente 427 quilômetros da rodovia.
Chapecó e Irani concentram o maior avanço
Entre todos os segmentos em elaboração, o lote entre Chapecó e o trevo de Irani é considerado o mais adiantado pelo DNIT.
A previsão é que os estudos técnicos e os projetos de engenharia sejam concluídos em setembro, etapa considerada essencial para viabilizar a futura execução das obras de duplicação.
Já para agosto está prevista a conclusão do projeto referente ao Contorno de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis. A proposta busca criar uma alternativa ao tráfego urbano desde Palhoça, melhorando a mobilidade e aumentando a segurança para quem percorre a BR-282 entre o Oeste e o Litoral catarinense.
Setor produtivo cobra duplicação integral
O presidente do Centro Empresarial de Chapecó, Helon Antônio Rebelatto, afirma que a duplicação da BR-282 continua sendo uma das principais reivindicações do setor produtivo catarinense.
Segundo ele, a rodovia está entre as mais estratégicas do Estado, ao lado das BRs-101 e 470, por ligar a divisa com a Argentina à capital catarinense e atender diferentes regiões de Santa Catarina.
Rebelatto defende que a duplicação ocorra em toda a extensão da rodovia e argumenta que uma eventual concessão precisa contemplar investimentos que garantam melhorias efetivas antes da cobrança de pedágio.
Segurança e desenvolvimento
Para o presidente do CEC, um dos trechos mais urgentes é justamente entre Chapecó e Irani, onde circulam cerca de 16 mil veículos por dia, sendo aproximadamente 35% de carga pesada.
De acordo com ele, o elevado fluxo de veículos e o histórico de acidentes reforçam a necessidade de acelerar a duplicação.
"Tanto para o desenvolvimento econômico quanto para a proteção de vidas, precisamos que seja duplicado o quanto antes", afirmou Helon Rebelatto.
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