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Justiça

Enfermeiro é suspeito de levar celulares e drogas para dentro de presídio em Chapecó

Profissional é alvo de operação que investiga suposta ajuda a integrantes de facção criminosa

Por: Daiane
12/08/2026 10h23 - Atualizado há 24 minutos
(Foto: Gaeco)
(Foto: Gaeco)

Um enfermeiro é investigado por supostamente usar a própria atividade profissional para levar celulares e drogas a detentos do Complexo Prisional de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. 

A suspeita levou o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) a cumprir um mandado de busca e apreensão na cidade nesta quarta-feira (12).

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A ação faz parte da Operação “Cura”, deflagrada pelo GAECO em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital.

O mandado foi expedido pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e cumprido em Chapecó.

Segundo a investigação, o enfermeiro teria viabilizado a entrada de aparelhos celulares e substâncias entorpecentes no Complexo Prisional de Chapecó.

Ainda conforme a apuração, os materiais ilícitos teriam sido escondidos em embalagens de medicamentos e outros produtos destinados aos detentos.

A investigação é um desdobramento da Operação “Sodalitas Finis”, que apura a atuação de organizações criminosas em Santa Catarina.

Investigação corre em sigilo

Durante o cumprimento do mandado, materiais foram apreendidos e serão encaminhados à Polícia Científica para a realização de exames periciais.

Os resultados deverão auxiliar os investigadores na apuração da possível participação do profissional e das circunstâncias envolvendo a entrada dos materiais no sistema prisional.

O caso tramita sob sigilo e, por enquanto, outros detalhes não foram divulgados.

Novas informações poderão ser divulgadas caso haja autorização para tornar públicos os autos da investigação.

Promotoria tem atuação em todo o Estado

A 39ª Promotoria de Justiça da Capital, que já atuava no combate às organizações criminosas na Grande Florianópolis, passou a ter abrangência estadual em 1º de julho de 2025.

Desde então, a unidade assumiu a investigação e o processamento de crimes relacionados a organizações criminosas em todo o território catarinense, conforme o Ato nº 769/2025/PGJ.

Por que a operação se chama “Cura”?

O nome da operação faz referência à atividade de enfermagem, relacionada a conceitos como cuidado, assistência e proteção.

Segundo o Ministério Público, a denominação faz alusão à suspeita de que uma profissão voltada à saúde teria sido utilizada para facilitar a entrada clandestina de materiais ilícitos dentro do sistema prisional.

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