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Justiça

Filha de 9 anos salvou a mãe após horas de tortura e homem é condenado em SC

Os crimes ocorreram em 22 de novembro de 2025, no interior de Lindóia do Sul, no Oeste

Por: Daiane
10/07/2026 13h58 - Atualizado há 44 minutos
(Foto: IA)
(Foto: IA)

Uma menina de apenas 9 anos foi responsável por interromper horas de agressões contra a própria mãe ao pedir ajuda aos vizinhos em Lindóia do Sul, no Oeste de Santa Catarina. 

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O homem acusado de torturar a esposa e tentar matar o próprio sobrinho foi condenado a 9 anos, 5 meses e 23 dias de prisão pelo Tribunal do Júri.

A condenação foi obtida pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), após julgamento realizado na Comarca de Ipumirim. Da decisão ainda cabe recurso.

Tortura durou horas

Os crimes ocorreram em 22 de novembro de 2025, em uma comunidade do interior de Lindóia do Sul.

Segundo a denúncia do MPSC, o homem passou a acusar a esposa de manter um relacionamento extraconjugal com o próprio sobrinho. 

Após agredir a companheira dentro de casa, ele pegou uma faca e foi até a casa do familiar para matá-lo.

A vítima conseguiu escapar, mas o agressor retornou para casa e voltou a atacar a esposa.

Armado com facas, ele fez cortes em diferentes partes do corpo da mulher enquanto exigia que ela confessasse um relacionamento que, conforme a investigação, nunca existiu.

Criança pediu ajuda e implorou pela prisão do pai

Toda a violência aconteceu na frente da filha do casal, de 9 anos, e da mãe do agressor.

Sem conseguir mais suportar a situação, a menina saiu da casa e pediu ajuda aos vizinhos, que acionaram a PM (Polícia Militar).

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram a vítima ferida e em profundo estado de abalo emocional.

Conforme o Ministério Público, foi a própria criança quem pediu que os policiais prendessem o pai, afirmando que não aguentava mais ver a mãe sendo agredida.

Histórico de violência por mais de uma década

Após a intervenção policial, a mulher relatou que sofria agressões havia cerca de 12 anos, mas nunca havia denunciado o companheiro por medo de represálias.

Segundo a promotora de Justiça Louise Schneider Lersch, familiares confirmaram que sabiam das agressões anteriores, mas não acionavam a polícia por considerarem o caso uma "questão de família".

A promotora destacou que foi justamente a coragem da criança que rompeu o ciclo de silêncio e evitou consequências ainda mais graves.

Réu foi condenado por três crimes

Durante o julgamento, os jurados acolheram a denúncia apresentada pelo MPSC e condenaram o homem por duas práticas de tortura contra a esposa e por tentativa de homicídio contra o sobrinho.

A pena foi fixada em 9 anos, 5 meses e 23 dias de reclusão. O réu ainda pode recorrer da sentença.

Ao final do julgamento, o Ministério Público ressaltou que a condenação representa uma resposta às sucessivas violências sofridas pela vítima e reforça a importância da denúncia para interromper ciclos de violência doméstica.

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