Dois homens foram condenados pela Justiça após aplicarem o chamado "golpe dos nudes" contra moradores da Comarca de Modelo, no Oeste de Santa Catarina.
Em casos distintos, eles utilizaram perfis falsos de mulheres para convencer as vítimas a compartilhar imagens íntimas e, em seguida, passaram a exigir dinheiro sob ameaça de divulgação do conteúdo.
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Como funcionava o golpe
Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), os criminosos criavam perfis falsos em redes sociais utilizando nomes e fotos de mulheres para iniciar conversas com as vítimas.
Após conquistarem a confiança dos homens e receberem imagens íntimas, iniciavam uma série de ameaças e pedidos de dinheiro.
Os acusados chegavam a assumir falsas identidades, se passando por psicólogos, policiais civis e delegados para dar credibilidade às cobranças e pressionar as vítimas a realizar transferências bancárias.
Primeiro condenado recebeu pena de mais de quatro anos
O primeiro caso ocorreu em 2021. Na época, o réu, então com 22 anos, abordou um morador da Comarca de Modelo utilizando um perfil feminino falso. Depois da troca de imagens íntimas, entrou em contato por outros números de telefone.
Em uma das ligações, fingiu ser psicólogo da suposta mulher e afirmou que os pais dela haviam quebrado o celular e o computador ao descobrirem as conversas, exigindo R$ 8 mil para cobrir os prejuízos. Em seguida, passou a se identificar como policial civil e pediu mais R$ 7.898 para impedir uma investigação.
Com medo, a vítima transferiu R$ 1 mil ao criminoso.
Pelos crimes de extorsão e falsa identidade, o homem foi condenado a quatro anos de prisão e três meses de detenção, em regime inicial semiaberto. Também deverá indenizar a vítima em R$ 1 mil e poderá recorrer da decisão em liberdade.
Segundo réu também divulgou imagens da vítima
O segundo caso aconteceu em 2020. O acusado, morador de Viamão (RS), utilizou o mesmo método para enganar outro homem da Comarca de Modelo.
Após criar um perfil falso de mulher e trocar imagens íntimas com a vítima, passou a solicitar dinheiro alegando diferentes justificativas, como o conserto de um celular e uma viagem. Ao todo, a vítima transferiu R$ 1.030.
Posteriormente, o criminoso voltou a entrar em contato fingindo ser delegado de polícia e exigiu R$ 12.800, afirmando que o valor seria destinado ao tratamento da suposta jovem, que estaria internada após um surto psicótico.
Além da extorsão, o acusado enviou imagens íntimas da vítima para a filha dela e ameaçou compartilhar o conteúdo com outros familiares.
Ele foi condenado a sete anos, um mês e 25 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de extorsão e divulgação de pornografia. Também deverá pagar R$ 1.030 de indenização.
Investigação foi decisiva
O promotor de Justiça Edisson de Melo Menezes, responsável pelas denúncias, destacou a importância do trabalho da Polícia Civil para identificar os responsáveis e esclarecer os dois casos.
O Ministério Público alerta que vítimas de golpes semelhantes devem evitar realizar pagamentos, preservar provas, como conversas e comprovantes de transferências, e registrar imediatamente um boletim de ocorrência para auxiliar nas investigações.
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