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Economia

VÍDEO: Mais de R$ 933 milhões em dívidas: inadimplência de moradores acende alerta em Chapecó

Levantamento da Serasa aponta que 85,8 mil moradores estão com restrições no crédito

Por: Daiane
31/07/2026 08h35 - Atualizado há um hora
(Foto: Daiane da Silva)
(Foto: Daiane da Silva)

A inadimplência segue em alta em Chapecó e já afeta 85,8 mil moradores, segundo os dados mais recentes da Serasa apresentados pelo advogado Ilan Bortoluzzi Nazário, sócio da NBN Advogados em entrevista ao Canal Ideal.

Juntas, essas pessoas acumulam mais de R$ 933 milhões em dívidas, com um débito médio de R$ 10,8 mil por consumidor

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Dívidas aumentam

Conforme explicou Ilan Bortoluzzi Nazário, Santa Catarina costuma apresentar indicadores econômicos positivos, como baixo índice de desemprego, forte atividade industrial, agronegócio consolidado e crescimento acima da média nacional.

No entanto, esse cenário também favorece um maior acesso ao crédito e ao consumo. Nos últimos anos, fatores como juros elevados, aumento do custo do crédito e despesas financeiras maiores passaram a pressionar o orçamento das famílias.

Na prática, financiamentos e parcelas que antes cabiam no bolso passaram a comprometer uma fatia maior da renda.

Inadimplência 

Segundo Ilan Bortoluzzi Nazário, estar inadimplente nem sempre significa estar sem trabalho.

Atualmente, uma parcela significativa dos consumidores negativados possui renda, mas enfrenta dificuldades para manter os pagamentos em dia devido ao acúmulo de financiamentos, cartões de crédito, empréstimos pessoais, compras parceladas e aumento das despesas fixas.

De acordo com o advogado, esse conjunto de fatores tem contribuído para o crescimento do endividamento, mesmo entre pessoas economicamente ativas.

Empresas também precisam redobrar os cuidados

Na avaliação de Ilan, o aumento da inadimplência exige maior atenção das empresas, especialmente na concessão de crédito, na análise financeira dos clientes e na revisão de contratos e políticas de cobrança.

Ele destacou que a adoção de práticas preventivas e de instrumentos jurídicos adequados pode reduzir riscos, minimizar prejuízos e proporcionar mais segurança às relações comerciais.

O advogado recomendou que tanto consumidores quanto empresários reforcem o planejamento financeiro para evitar o agravamento das dívidas e preservar a saúde econômica.

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