Uma mulher de 54 anos acusada de matar o marido, de 48 anos, será julgada pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (18), em São Bento do Sul, no Norte de Santa Catarina. O caso ganhou repercussão na época porque o casal era conhecido na região por participar de ações voluntárias de Natal, vestidos como Papai Noel e Mamãe Noel.
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A acusada, Soeni Cardoso Borges, responde por homicídio qualificado por motivo fútil pela morte de Carlos Emir Meier, ocorrida em 20 de dezembro de 2020, apenas cinco dias antes do Natal.
O julgamento está marcado para as 9h, no fórum de São Bento do Sul.
Discussão terminou em morte, segundo denúncia
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o casal passou o dia participando de uma campanha de Natal em Campo Alegre, município onde residiam, distribuindo presentes para crianças da zona rural.
Ao retornarem para casa, no bairro São Miguel, uma discussão teria começado em razão de um vazamento na máquina de lavar roupas, que provocou alagamento em parte da lavanderia e da cozinha.
Segundo o Ministério Público, durante a troca de ofensas, Soeni teria pegado uma faca e atingido o marido com um golpe no tórax.
Defesa alega legítima defesa
A defesa da acusada sustenta que o caso ocorreu em um contexto de violência doméstica. De acordo com a advogada Camila Vizoto, Soeni teria sofrido agressões ao longo do relacionamento e já havia registrado boletins de ocorrência contra o marido.
Ainda segundo a defesa, horas antes do ocorrido, a mulher teria sido novamente agredida. Um exame pericial realizado após os fatos apontou lesões em um dos braços da acusada, compatíveis com os relatos de agressão.
A advogada afirma que a situação não se trata de um crime motivado por uma discussão comum, mas da reação de uma mulher que buscava preservar a própria vida diante de um histórico de violência.
Caso será analisado pelos jurados
Agora, caberá ao Conselho de Sentença, formado por jurados, analisar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa para decidir se a acusada deverá ser condenada ou absolvida pela morte do marido.
O julgamento ocorre quase seis anos após o crime que abalou a comunidade de Campo Alegre e São Bento do Sul, onde o casal era conhecido pela participação em ações sociais e campanhas natalinas.
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