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Segurança pública

Mulher que se passava por juíza federal é alvo de investigação no Extremo-Oeste

A investigada utilizava linguagem técnica, postura compatível com autoridade pública e, em algumas situações, ostentava objetos institucionais

Por: Alessandra de Oliveira
19/01/2026 15h22 - Atualizado há 2 horas
Mulher que se passava por juíza federal é alvo de investigação no Extremo-Oeste

A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Polícia de Fronteira de Itapiranga, cumpriu, na tarde desta segunda-feira (19), um mandado de busca e apreensão no âmbito de investigação que apura a prática dos crimes de estelionato, exploração de prestígio e fingir-se funcionário público.

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A investigação tem como alvo uma mulher de 31 anos, natural do Estado do Pará, que estava residindo há cerca de quatro meses no município de Itapiranga, a qual tinha como modus operandi chegar junto às vítimas apresentando-se falsamente como juíza federal, afirmando possuir influência junto a órgãos públicos e capacidade para resolver demandas diversas, com o objetivo de conferir credibilidade às suas declarações e induzir terceiros a erro.

Conforme apurado, a investigada utilizava linguagem técnica, postura compatível com autoridade pública e, em algumas situações, ostentava objetos institucionais, passando a impressão de exercer efetivamente função no Poder Judiciário, o que levou vítimas a entregar documentos pessoais e realizar pagamentos.

Durante o cumprimento da ordem judicial, foram apreendidos cinco aparelhos celulares, um notebook, diversas pastas contendo contratos e documentos pessoais de possíveis vítimas, além de um broche do Poder Judiciário Federal. Também foram localizadas duas pistolas de airsoft, sendo uma delas com aparência muito semelhante a uma pistola Glock.

Os aparelhos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia, com o objetivo de colher novos elementos de prova, identificar outras possíveis vítimas, além de verificar se há a participação de outros envolvidos nos fatos investigados.

A Polícia Civil orienta, ainda, que eventuais outras vítimas que tenham sido lesadas compareçam à Delegacia de Polícia para registrar boletim de ocorrência, a fim de que os fatos sejam devidamente apurados.

A investigação segue em andamento.

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