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Operação investiga jovem de Xanxerê por suspeita de aliciar e extorquir adolescentes pela internet

Mandados de busca foram cumpridos em Santa Catarina com apoio do GAECO

Por: Alessandra de Oliveira
19/06/2026 15h29 - Atualizado há 23 horas
Operação investiga jovem de Xanxerê por suspeita de aliciar e extorquir adolescentes pela internet

Uma operação conjunta entre os Ministérios Públicos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul teve como alvo um jovem de 19 anos, morador de Xanxerê, suspeito de praticar crimes de aliciamento e extorsão contra adolescentes por meio da internet.

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A ação, denominada Operação Nosferatu, foi coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Segundo as investigações, o suspeito teria utilizado redes sociais para se aproximar de uma adolescente de 12 anos, residente em Carazinho, no Norte do Rio Grande do Sul. Após conquistar a confiança da vítima, ele teria iniciado uma série de condutas criminosas envolvendo pedidos de conteúdo íntimo e ameaças.

De acordo com o MPRS, o investigado é suspeito de utilizar práticas conhecidas como grooming, método de manipulação empregado para obter imagens íntimas de menores de idade, além de doxing, que consiste na ameaça de divulgação de informações pessoais, e stalking, caracterizado pela perseguição persistente da vítima.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Xanxerê, com o objetivo de recolher equipamentos e materiais que possam contribuir para o avanço das investigações. Todo o conteúdo apreendido será encaminhado para análise pericial no Rio Grande do Sul.

Os investigadores também apuram a possibilidade de existência de outras vítimas, já que há indícios de que o suspeito possa ter adotado o mesmo método com outros adolescentes.

A partir do material recolhido, o Ministério Público pretende reunir novas provas para esclarecer a extensão da atuação do investigado, identificar possíveis vítimas adicionais e subsidiar eventual responsabilização criminal.

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