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Polícia

Operação mira organização criminosa, bloqueia dinheiro de facção e prende suspeitos em Chapecó

Ação cumpre 40 ordens judiciais e mobiliza mais de 120 policiais

Por: Daiane
18/08/2026 09h59 - Atualizado há 28 minutos
(Foto: Daiane da Silva)
(Foto: Daiane da Silva)

A Operação Istós mira o dinheiro e a estrutura de uma organização criminosa nesta terça-feira (18), em Chapecó, onde 40 ordens judiciais foram cumpridas em uma ação que mobilizou mais de 120 policiais. 

A investigação apura tráfico de drogas, homicídios e a atuação da facção dentro e fora do sistema prisional, além do recrutamento de familiares e pessoas próximas de integrantes já presos.

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A operação visa desarticular uma organização criminosa com atuação em Santa Catarina e atingir, principalmente, a estrutura financeira da facção. Em Chapecó, foram cumpridas 40 ordens judiciais, entre 19 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, além de um flagrante durante as diligências.

A Operação Istós é realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina e pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), com apoio da Polícia Penal e da Polícia Militar de Santa Catarina. A investigação apura crimes relacionados à organização criminosa e ao tráfico de drogas.

Durante a coletiva de imprensa, a promotora de Justiça e coordenadora do GAECO de Chapecó, Marcela de Jesus Boldori Fernandes, o delegado Marcelo Tescke e o superintendente da Polícia Penal, Guimorvan Boita, detalharam a operação.

Parte dos alvos já havia sido investigada em operações anteriores. A nova ofensiva é tratada pelas forças de segurança como mais um desdobramento no combate à organização criminosa.

Foco da facção

Um dos principais objetivos da operação é atingir a estrutura financeira utilizada pela organização criminosa.

As autoridades identificaram movimentações financeiras que, segundo a investigação, teriam sido realizadas por familiares e pessoas próximas de integrantes da facção que já estão presos.

A estratégia é bloquear recursos e dificultar a manutenção das atividades criminosas.

Segundo os responsáveis pela operação, a organização utiliza pessoas do círculo familiar e de amizades para auxiliar na movimentação de valores e também no tráfico de drogas.

Recrutamento chega às famílias

Durante a coletiva, as autoridades destacaram uma estratégia de recrutamento utilizada pela organização criminosa.

Familiares, amigos e pessoas próximas de integrantes que já estão presos estariam sendo chamados para atuar em atividades relacionadas ao tráfico e à manutenção da estrutura da facção.

A investigação busca justamente interromper essa rede que, segundo as autoridades, permite que a organização continue funcionando mesmo com integrantes presos.

Drogas e munições são apreendidas

Entre os materiais localizados durante as buscas estão cocaína e munições de calibres .12 e .380.

Dos alvos da investigação, dois deles estariam usando tornozeleira eletrônica.

Polícia Penal participou da operação

A Polícia Penal também participou diretamente das diligências. Manuscritos e outros elementos relacionados a integrantes presos também fazem parte do material analisado pelas forças de segurança.

O Corpo de Bombeiros Militar também prestou apoio à operação.

Investigação continua

A Operação Istós é apontada pelas autoridades como mais uma etapa do trabalho para enfraquecer a organização criminosa, especialmente por meio do combate à estrutura financeira.

A maioria dos alvos está concentrada em Chapecó, mas a atuação investigada alcança outros pontos de Santa Catarina.

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