A chance de formação de um Super El Niño aumentou para 81%, segundo a mais recente atualização da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos).
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O fortalecimento do fenômeno acendeu um alerta para Santa Catarina, onde a previsão indica aumento das chuvas, temporais mais frequentes e maior risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos entre a primavera e o início do verão.
Pacífico aqueceu mais em apenas um mês
Os dados mostram que a temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial passou de +0,7°C em junho para +1,2°C em julho, confirmando a intensificação gradual do El Niño.
Segundo a NOAA, o aquecimento deve continuar ao longo do inverno, alcançando forte intensidade até o fim da estação. O pico é esperado entre outubro e dezembro.
Se as projeções se confirmarem, este poderá ser um dos episódios mais intensos desde o início dos registros, em 1950, cenário popularmente conhecido como Super El Niño, quando o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial atinge ou supera 2°C acima da média histórica.
O que muda para Santa Catarina
Embora um El Niño muito forte não provoque exatamente os mesmos efeitos em todas as regiões, ele aumenta significativamente a probabilidade de eventos climáticos extremos.
Em Santa Catarina, os principais impactos esperados são:
- chuva acima da média;
- temporais mais frequentes;
- aumento do risco de alagamentos;
- enxurradas;
- deslizamentos de terra.
De acordo com a SDC/SC (Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina), a tendência é que esse cenário se intensifique com a chegada da primavera.
Como o El Niño se forma
O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.
Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e influencia o clima em diversas partes do planeta. No Brasil, o principal efeito costuma ser a redução das chuvas em parte da Região Norte e o aumento da frequência e do volume das precipitações na Região Sul.
Para que o fenômeno seja caracterizado, não basta apenas o aumento da temperatura do oceano. Os especialistas também avaliam a resposta da atmosfera e a persistência dessas condições ao longo dos meses.
Defesa Civil reforça monitoramento
A SDC/SC informou que mantém monitoramento permanente das condições oceânicas e atmosféricas em conjunto com a Epagri/Ciram e as demais instituições que integram o Fórum Climático Catarinense.
O objetivo é acompanhar a evolução do fenômeno, atualizar as previsões e emitir avisos sempre que houver risco para a população.
A orientação é que os catarinenses acompanhem os boletins meteorológicos e os alertas oficiais, principalmente durante períodos com previsão de chuva intensa e temporais.
Como receber os alertas
A Defesa Civil orienta a população a manter o cadastro ativo para receber avisos de eventos meteorológicos.
Os alertas podem ser enviados por SMS, WhatsApp e pelo sistema Defesa Civil Alerta (Cell Broadcast). Em caso de previsão de chuva intensa, a recomendação é evitar áreas alagadas e seguir as orientações dos órgãos oficiais.
Já diante de sinais de deslizamento, como rachaduras no solo, muros inclinados ou árvores tombando, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.
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