A Polícia Civil de Santa Catarina esclareceu o homicídio registrado na manhã do dia 29 de maio de 2026, em Chapecó, e cumpriu mandado de prisão temporária contra o principal suspeito do crime. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios (DH) de Chapecó.
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Conforme a Polícia Civil, o investigado se apresentou na unidade policial acompanhado de advogado na tarde desta segunda-feira (1º), quando foi interrogado e teve o mandado de prisão cumprido. Após os procedimentos, ele foi encaminhado ao sistema prisional.
O crime ocorreu por volta das 9h20, na Rua Beloni Trombetta Zanin, no bairro Santo Antônio, nas proximidades da área de campo utilizada pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). No local, a vítima, identificada como Clair dos Santos, foi encontrada já sem vida após ser atingida por disparos de arma de fogo.
Segundo as investigações, o autor utilizou um veículo Peugeot 2008 branco para procurar a vítima durante aproximadamente uma hora pelas ruas da região. Ao localizar o homem, teria tentado atropelá-lo, chegando a colidir o veículo contra a calçada, causando danos na lataria e em um dos pneus.
Mesmo com o carro avariado, o suspeito continuou perseguindo a vítima, que correu em direção à área de campo da universidade. No local, o investigado desceu do veículo e efetuou quatro disparos pelas costas, atingindo a vítima duas vezes.
Uma mulher que presenciou toda a ação relatou à polícia que o autor pediu para que ela não o denunciasse, afirmando que havia “matado um ladrão”.
O laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi choque hipovolêmico intenso, provocado pelos disparos que atravessaram o corpo da vítima e atingiram órgãos vitais, incluindo o coração.
Ainda conforme a Polícia Civil, a perícia identificou que os tiros foram efetuados à curta distância e pelas costas, sem possibilidade de defesa, situação considerada incompatível com a versão apresentada pelo investigado durante interrogatório. Ele alegou que teria disparado apenas para “alertar” o homem durante a fuga.
Em depoimento, o suspeito afirmou que saiu à procura do suposto autor de um furto ocorrido em uma farmácia próxima à sua residência após receber informações sobre o crime. Segundo ele, a intenção seria “amarrar o ladrão e levá-lo à delegacia”. No entanto, a investigação revelou que em nenhum momento houve acionamento prévio da polícia.
A proprietária da farmácia informou aos investigadores que sequer pretendia registrar boletim de ocorrência devido ao pequeno valor dos itens furtados, sendo um perfume e um desodorante. O registro só foi realizado após a polícia tomar conhecimento do caso.
Durante as diligências, o investigado entregou a arma utilizada no crime, um revólver calibre .38 sem registro, mantido irregularmente há anos, segundo a própria investigação.
A Polícia Civil destacou que, ainda que a vítima tivesse participação em eventual crime patrimonial, não havia qualquer situação que justificasse a execução. O investigado deverá responder por homicídio qualificado e também por posse irregular de arma de fogo.
O suspeito permanece preso e poderá ter a prisão convertida em preventiva no decorrer das investigações.
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