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Justiça

Professor investigado por denúncias de assédio aparece na UFSC após afastamento ser publicado

Universidade de Curitibanos afirma que professor ainda não havia sido notificado

Por: Daiane
01/09/2026 17h05 - Atualizado há 48 minutos
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) do campus de Curitibanos, que foi afastado preventivamente por 60 dias em meio à investigação de denúncias de supostos casos de assédio sexual e moral envolvendo estudantes, apareceu para trabalhar na manhã desta terça-feira (1º). 

Conforme apurado pelo Canal Ideal, a universidade informou que ele ainda não havia sido formalmente comunicado sobre o afastamento naquele momento.

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Afastamento por 60 dias

A medida foi determinada pela Portaria nº 238/2026/DPD/UFSC, determina o afastamento do servidor pelo prazo de 60 dias, sem prejuízo da remuneração.

A portaria também proíbe o professor de acessar as dependências da universidade, os sistemas de informação institucionais e de manter a posse de equipamentos e documentos da instituição durante o período do afastamento, salvo autorização prévia da Administração.

De acordo com a UFSC, a medida foi tomada para preservar a investigação e evitar possíveis interferências na produção de provas e na atuação de vítimas, testemunhas e demais pessoas envolvidas no processo.

Professor foi comunicado pela manhã

Em nota, a Direção-Geral do Departamento de Processos Disciplinares da UFSC esclareceu que o afastamento preventivo é uma medida cautelar e não representa uma punição ou antecipação de culpa.

A universidade informou que o docente foi formalmente comunicado sobre a decisão no final da manhã desta terça-feira, por meio do envio da portaria por e-mail.

Com isso, a instituição afirma que as atividades realizadas pelo professor durante a manhã, antes da comunicação oficial, não configuram descumprimento da medida.

A partir da ciência formal, no entanto, as atividades funcionais e acadêmicas do docente na universidade ficam suspensas durante o período determinado no afastamento.

Investigação corre sob sigilo

O afastamento está relacionado a um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) que apura fatos envolvendo o professor. Segundo a universidade, o processo corre sob sigilo para preservar a intimidade dos envolvidos e garantir o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

A UFSC também afirmou que a medida busca evitar a continuidade de situações potencialmente prejudiciais e reduzir o risco de revitimização das estudantes enquanto os fatos são apurados.

Denúncias são investigadas

O caso ganhou repercussão após relatos de estudantes e ex-estudantes sobre supostos episódios de assédio moral e sexual envolvendo um professor da área de agronomia e medicina veterinária no campus de Curitibanos, no Meio-Oeste catarinense.

Os relatos mencionados em apurações anteriores apontam para situações que teriam ocorrido ao longo dos anos, com registros que remontam a 2016. Estudantes teriam procurado canais institucionais para relatar os episódios e algumas também afirmaram ter adotado estratégias para evitar situações de constrangimento durante aulas e atividades acadêmicas.

Uma ex-aluna relatou ter vivido momentos de medo e desconforto durante a graduação. Segundo ela, estudantes eram alertadas informalmente sobre o comportamento atribuído ao professor e algumas buscavam permanecer próximas de colegas para se sentir mais seguras.

A estudante também afirmou ter sido alvo de aproximações físicas e toques sem consentimento durante aulas, além de comentários que considerava inadequados.

As denúncias, contudo, ainda estão sob apuração. O afastamento preventivo determinado pela UFSC não representa uma conclusão sobre a responsabilidade do professor pelos fatos investigados.

A universidade reforçou que mantém o compromisso com a legalidade e com a proteção de todos os envolvidos enquanto o processo disciplinar segue em andamento.

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