Um assunto tem gerado bastante discussão esta semana e dividido opiniões em Xanxerê: o possível funcionamento de uma farmácia por 24 horas. Isso ocorre depois que um dos estabelecimentos instalados no município protocolou um pedido na prefeitura solicitando autorização para ampliar horário.
A Associação das Farmácias Plantonistas de Xanxerê – que mantém e organiza um cronograma de plantões com rodízio entre farmácias para atendimento 24 horas – deve se reunir na tarde desta quarta-feira (13) com o jurídico da prefeitura para discutir o assunto.
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O pedido abre precedente para que qualquer farmácia possa manter as portas abertas no horário em que julgar conveniente. Conforme a presidente da Associação, a farmacêutica Gilcemar Cristiane Colatto Nadaleti, a preocupação é que inviabilize a organização já existente dos plantões.
“Nós seguimos uma lei municipal desde 2000, com os plantões organizados para que tenha sempre farmácia aberta 24 horas. Assim, a população nunca fica desassistida. Atualmente são duas farmácias que ficam de plantão por escala e já definimos que a partir de outubro começa um novo rodízio com três farmácias”, explica.
O pedido do empresário foi embasado em legislação federal, que permite no Brasil o livre comércio, desde que respeite as exigências legais trabalhistas.
Preocupação
Mais de 90% das farmácias instaladas em Xanxerê são associadas à entidade e participam dos plantões, que segundo a presidente são organizados a cada seis meses.
“Nós, que trabalhamos com os plantões, sabemos que as noites possuem um fluxo baixo de procura por medicamentos. Nossa preocupação é que uma farmácia abra por 24 horas, com isso inviabilize a organização de plantões que hoje existe e, constatando a baixa demanda e o aumento nos custos de funcionamento desista de atender 24 horas, deixando assim a população desassistida”, comenta.
Para manter aberta uma farmácia por 24 horas, conforme a presidente, o estabelecimento precisa de seis profissionais farmacêuticos como responsáveis técnicos, o que gera o custo de aproximadamente R$ 30 mil somente com a folha de pagamento. Outra dificuldade seria a falta de profissionais no município.
“As pessoas acham que estamos querendo barrar o crescimento, mas na verdade estamos pensando em manter a assistência à população. Por isso vamos conversar hoje com o jurídico da prefeitura, para entender como ficaria”, finaliza.
Ainda segundo a associação, nos municípios próximos não há farmácias com atendimento 24 horas. Em Chapecó, são três estabelecimentos que atendem ininterruptamente.
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