Quatro homens que espancaram e mataram jovem no Centro de Concórdia são condenados pelo Tribunal do Júri
A ação dos criminosos que espancaram Jorge Wendel Gonçalves Silva até a morte chocou a população da cidade. O crime ocorreu em 2018
Por: Cristine Maraga
30/06/2022 09h27 - Atualizado há 3 anos
Foto: Divulgação/MPSC
Um crime bárbaro que deixou em choque a comunidade concordiense foi julgado pelo Tribunal do Júri. A sessão de julgamento, que teve início às 9 horas da terça-feira (28) e encerrou na madrugada de quarta-feira (30), terminou com a condenação dos quatro denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por espancar e matar Jorge Wendel Gonçalves Silva.
Fernando Porpério dos Santos foi sentenciado a 12 anos de prisão e Mateus Jefferson Piva a 14 anos, 11 meses e seis dias, ambos por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já Gentil da Silva Bussolaro e Vanderlei de Candido da Cruz foram condenados a 12 anos de prisão cada por homicídio duplamente qualificado por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Todos deverão cumprir a pena em regime inicial fechado, porém, aos réus Gentil e Vanderlei foi concedido o direito de recorrer da sentença em liberdade. Fernando e Mateus, que já estavam em prisão preventiva, permanecerão presos durante o recurso.
Atuaram na sessão pelo MPSC os Promotores de Justiça João Paulo de Andrade e Khalil Nogueira Nicolau.
Foto: Divulgação/MPSC
Comoção
Familiares da vítima Jorge Wendel Gonçalves Silva acompanharam o julgamento do lado de fora do Fórum da Comarca de Concórdia. A mãe Valdiana Gonçalves da Silva relatou que o filho era um jovem tranquilo. "Ele veio para Concórdia para trabalhar porque no Ceará não tinha mais emprego e minha irmã mora na cidade. Ele não merecia isso", disse.
Quanto ao julgamento, atendeu à expectativa da família, que esperava por justiça: "o que eles fizeram com meu filho foi uma covardia muito grande. Meu filho estava desmaiado no chão e eles chutando e batendo. Um deles disse que bateu no meu filho até a mão doer. Isso é doloroso para uma mãe", lamentou.
Foto: Divulgação/MPSC
Entenda o caso
Conforme a ação penal, na madrugada de 14 de outubro de 2018, os denunciados e a vítima estavam em uma festa em uma boate no Centro da cidade. Por volta das 3h30, Jorge decidiu ir embora, momento em que encontrou Fernando e iniciou-se uma discussão por uma antiga desavença.
Na sequência, ao perceber a situação, Mateus - que não possuía bom relacionamento com Jorge -, partiu para cima da vítima. Em seguida, Gentil e Vanderlei também ingressaram na luta.
Ainda segundo a denúncia, Mateus pegou uma pedra e acertou Jorge na cabeça, o que fez com que caísse praticamente inconsciente. Não satisfeito, o condenado passou a pisar e chutar a cabeça da vítima.
Durante as agressões, Fernando esbravejava que beberia o sangue de Jorge e que tinham que matá-lo. As agressões só pararam com a chegada dos seguranças do estabelecimento, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, momento em que os criminosos fugiram do local.
A vítima foi conduzida em estado grave ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu em razão de traumatismo crânio encefálico, ocasionado pela agressão brutal que sofreu.
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