A queda do helicóptero que matou cinco pessoas em Urubici, na Serra catarinense, completa um mês nesta quarta-feira (21). A aeronave ainda não foi totalmente retirada do local do acidente, e as investigações seguem em andamento, sem uma conclusão sobre as causas da queda.
✅ CLIQUE AQUI E RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO NO WHATSAPP
Entre os mortos está o cantor Rick Sollo, conhecido pela dupla com Renner. Também morreram o empresário e influenciador Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
O helicóptero desapareceu na tarde de 21 de setembro, após decolar pela manhã de Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina. O destino era São Joaquim, na Serra catarinense, em um trajeto de aproximadamente 190 quilômetros.
Os corpos das cinco vítimas foram localizados em 22 de setembro, na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici. Os destroços estavam em uma área de difícil acesso, cercada por terrenos montanhosos, planícies e mata fechada.
Celulares podem ajudar a esclarecer o acidente
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia da Comarca de Urubici, e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) continuam apurando as circunstâncias da queda.
Em 15 de outubro, a Polícia Civil solicitou a quebra do sigilo de um celular encontrado pelas equipes que atenderam à ocorrência. A corporação aguarda autorização judicial para realizar a perícia no aparelho.
Além disso, o Cenipa informou à Polícia Civil sobre a localização de outros dois celulares danificados, encontrados posteriormente durante a retirada dos destroços. Os dispositivos estão sendo encaminhados à Polícia Científica para os procedimentos necessários.
A investigação policial é complementar à apuração técnica conduzida pelo Cenipa. Até o momento, não há conclusão oficial sobre os fatores que provocaram a queda.
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Cenipa, informou que os trabalhos continuam. Segundo o órgão, o relatório final será publicado após a conclusão da investigação, considerando a complexidade da ocorrência e a necessidade de identificar possíveis fatores contribuintes.
Destroços aguardam autorização para remoção
Um mês após o acidente, parte dos destroços do helicóptero permanece no local. Conforme a empresa JTA Empreendimentos, responsável pela aeronave, a retirada depende da liberação das licenças necessárias. Até o momento, não há prazo definido para a conclusão do serviço.
Os dois motores Rolls-Royce foram retirados no início de outubro, mas a remoção completa da aeronave ainda está pendente.
De acordo com a norma do Sistema do Comando da Aeronáutica, cabe ao proprietário ou operador providenciar a retirada dos destroços, o recolhimento da carga e a limpeza da área do acidente.
O helicóptero envolvido na ocorrência era um Bell 430, de prefixo PP-MGR. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do acidente que vitimou as cinco pessoas.
Quer mandar uma sugestão de pauta para a equipe de jornalismo do Canal Ideal? Descreva tudo e mande suas fotos e vídeos pelo WhatsApp, clicando AQUI.