Os custos para o resgate, tratamento e manutenção dos mais de 400 gatos encontrados em um apartamento de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, podem chegar a R$ 500 mil. A estimativa foi divulgada pela prefeitura, que anunciou que irá arcar com as despesas até que os animais sejam adotados.
Os felinos foram encontrados vivendo em condições insalubres em um apartamento de aproximadamente 200 metros quadrados. Conforme relatórios técnicos, os animais ocupavam diversos ambientes do imóvel, incluindo janelas, corredores, móveis e áreas contaminadas.
A retirada dos gatos está prevista para iniciar na próxima quinta-feira (12) e será realizada de forma gradual. Segundo a prefeitura, cada animal será encaminhado para uma das cinco clínicas veterinárias credenciadas pelo município, onde passará por avaliação clínica e período de quarentena.
Os gatos que apresentarem problemas de saúde receberão tratamento veterinário. Todos também serão encaminhados ao Instituto Federal Catarinense (IFC) para realização da castração.
Após os procedimentos, os animais serão levados para lares temporários, administrados pelas clínicas parceiras, onde permanecerão sob acompanhamento veterinário até serem disponibilizados para adoção.
O município informou que ainda não existe uma previsão para a retirada completa dos animais, já que o processo depende da capacidade de atendimento das clínicas e das condições de saúde dos felinos.
A tutora dos gatos, uma mulher de 73 anos, é investigada pela Polícia Civil por suspeita de maus-tratos. Ela também está recebendo acompanhamento psicológico, conforme determinação judicial.
Segundo a prefeitura, a situação teria começado há cerca de dez anos, quando a moradora possuía apenas um casal de gatos. Sem controle reprodutivo, a população de animais aumentou gradativamente até ultrapassar a marca de 400 felinos.
Em setembro do ano passado, equipes municipais já haviam identificado a grande quantidade de animais no local e firmado um termo de responsabilidade para que a tutora providenciasse vacinação, atendimento veterinário e castração. Como as medidas não foram cumpridas, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A administração municipal informou ainda que pretende buscar na Justiça o ressarcimento dos valores investidos na operação de resgate, tratamento e manutenção dos animais.