A recusa das famílias à doação de órgãos caiu de 70% em 2007 para 31% em 2026 em Santa Catarina. O resultado é apontado como um dos fatores que ajudaram o estado a se consolidar entre os líderes nacionais em transplantes nas últimas duas décadas.
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SC tem maior taxa de doadores do país
Atualmente, Santa Catarina registra 45 doadores efetivos por milhão de população (pmp), a maior taxa do Brasil. A média nacional é de 20,3 doadores por milhão.
Segundo dados apresentados pelo médico Joel de Andrade, coordenador da Central Estadual de Transplantes, o estado liderou as estatísticas nacionais de transplantes em 15 dos últimos 20 anos. Nos demais períodos, ficou na segunda colocação.
Até agosto deste ano, a taxa de recusa das famílias havia caído ainda mais, chegando a 31%.
Transplantes são realizados em sete cidades
Na outra ponta da estrutura estão os hospitais responsáveis pelos transplantes. As unidades ficam em Blumenau, Joinville, Chapecó, Itajaí, Criciúma, São José e Florianópolis.
O trabalho integrado entre as equipes de captação, hospitais e profissionais envolvidos na logística é fundamental para que os órgãos sejam destinados aos pacientes dentro do tempo necessário.
Mais de 300 profissionais atuam na captação
Para Joel de Andrade, os resultados são consequência de um trabalho que envolve diferentes áreas da saúde. A estrutura conta com cerca de 30 profissionais responsáveis pela logística técnica e mais de 300 coordenadores de equipes de captação, médicos e enfermeiros intensivistas.
Esses profissionais estão distribuídos por 73 hospitais doadores da rede estadual e atuam 24 horas por dia, durante todo o ano.
A estrutura permite identificar possíveis doadores, realizar a abordagem das famílias e organizar a logística necessária para que os órgãos possam chegar aos pacientes que aguardam por um transplante.
Queda na recusa mudou cenário
A redução da recusa familiar é um dos principais avanços registrados no estado. A mudança está relacionada ao treinamento dos profissionais de saúde e à forma como as famílias são abordadas no momento da decisão.
A chamada cultura de doação de órgãos também contribui para ampliar o número de transplantes e, consequentemente, beneficiar pacientes que dependem desses procedimentos para sobreviver ou melhorar a qualidade de vida.
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