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Economia

Suposto furto de bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena vai continuar sendo investigado

Funcionária de lotérica é acusada de retirar comprovante premiado do cofre e apresentar o marido como ganhador do prêmio

Por: Rodrigo de Oliveira
01/07/2026 08h49 - Atualizado há um dia
Suposto furto de bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena vai continuar sendo investigado

A Justiça decidiu que seguirá na Justiça Estadual a investigação sobre o suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões, em uma casa lotérica de Sinop (MT).

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O caso aconteceu após o sorteio realizado em agosto de 2023, quando o prêmio total de R$ 116,2 milhões foi dividido entre quatro apostas vencedoras. Duas delas foram registradas em Sinop, e cada uma recebeu R$ 29.058.128,28.

Segundo as investigações, no dia da aposta uma funcionária da lotérica imprimiu um bilhete que apresentou defeito. Em seguida, um novo comprovante com os mesmos números foi emitido e entregue à cliente.

O bilhete com defeito não foi cancelado e permaneceu guardado no cofre da empresa.

Após a divulgação do resultado da Mega-Sena, a funcionária teria retirado o bilhete do cofre. Imagens das câmeras de segurança mostram ela comemorando o resultado com outra colega e dizendo que iria até uma agência da Caixa Econômica Federal.

No dia seguinte, a funcionária e o marido pediram demissão. Conforme a investigação, o homem se apresentou como o ganhador do prêmio.

Desconfiados da situação, os proprietários da lotérica acionaram a Polícia Civil, que iniciou a apuração do caso.

O Ministério Público denunciou a funcionária e o marido por furto qualificado por abuso de confiança.

A defesa do casal pediu que o processo fosse transferido para a Justiça Federal, alegando que o prêmio seria pago pela Caixa Econômica Federal. Também solicitou a suspensão da ação penal até a conclusão de um processo cível que discute a propriedade do bilhete.

No entanto, o pedido foi negado. O entendimento foi de que a suposta vítima do crime é a lotérica, uma empresa privada, e não a Caixa Econômica Federal. Com isso, a investigação seguirá na Justiça Estadual, que continuará apurando a suspeita de furto do bilhete premiado.

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