A crise entre Uefa e Fifa ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (30). As 55 federações filiadas à Uefa decidiram, em reunião de emergência, que poderão boicotar as competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o presidente Gianni Infantino mantenha o projeto de criar uma empresa para administrar os ativos comerciais da entidade.
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O impasse gira em torno da proposta de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que concentraria os direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e demais ativos comerciais das competições da Fifa. O plano também prevê a venda de parte da empresa para investidores privados.
Segundo a Fifa, a governança do futebol permaneceria sob controle da entidade e a iniciativa só poderá avançar com a aprovação das associações nacionais.
Já a Uefa afirma que o projeto representa uma mudança sem precedentes na administração do futebol mundial e criticou a falta de transparência durante a elaboração da proposta. A entidade europeia também afirmou que o plano foi apresentado sem consulta prévia às principais organizações do esporte.
Caso o boicote seja confirmado, a próxima Copa do Mundo poderá ocorrer sem algumas das principais seleções do planeta, como Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Itália e Portugal, o que teria forte impacto esportivo e comercial para o torneio.
Até o momento, Fifa e Uefa seguem em negociações, mas ainda não há indicação de um acordo entre as partes.
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