Cinco júris populares movimentaram as comarcas do Oeste catarinense ao longo da última semana. Entre os casos julgados, chamou atenção a condenação de um homem a 68 anos e seis meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira e do novo namorado dela, em Abelardo Luz. Os julgamentos também envolveram crimes ocorridos em Campo Erê, Chapecó e Pinhalzinho. Em São Miguel do Oeste, uma sessão foi cancelada após a morte do acusado.
✅ CLIQUE AQUI E RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO NO WHATSAP
Duplo homicídio resulta em pena de mais de 68 anos
O caso de maior repercussão ocorreu em Abelardo Luz. O réu foi condenado a 68 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, por matar a ex-companheira e o namorado dela.
Segundo a denúncia, o crime aconteceu na manhã de 7 de junho de 2025, no bairro Alvorada. As vítimas teriam ido até a casa do acusado para buscar o filho do ex-casal. Quando deixavam o local, a mulher foi atacada com sete golpes de faca nas costas, tórax e abdômen.
Ao tentar defender a companheira, o homem também foi atacado e sofreu 18 facadas que atingiram diversas partes do corpo, incluindo pulmão e coração.
Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de indenização de R$ 50 mil aos herdeiros de cada uma das vítimas. O processo tramita em segredo de justiça.
Júri é cancelado após morte de acusado
Na comarca de São Miguel do Oeste, o júri previsto para sexta-feira (12) não foi realizado em razão da morte do réu.
Ele respondia por uma dupla tentativa de feminicídio contra a ex-companheira e o namorado dela. Conforme a denúncia, o acusado teria atirado contra o casal em abril de 2024. Após a arma falhar, ele ainda teria agredido a mulher com coronhadas e golpes de tijolo.
As vítimas sobreviveram após receberem atendimento médico.
Homem é condenado por matar patrão em Campo Erê
Também na sexta-feira, a Justiça julgou um caso de homicídio ocorrido em uma propriedade rural de Campo Erê.
O acusado foi condenado a 20 anos e oito meses de reclusão, em regime fechado, além do pagamento de R$ 50 mil por danos morais aos familiares da vítima.
De acordo com a acusação, o crime aconteceu em dezembro de 2023. O trabalhador teria chamado o patrão para resolver um problema em um trator e, quando a vítima se preparava para deixar o local, efetuou dois disparos de arma de fogo.
A motivação estaria relacionada a um relacionamento amoroso entre a vítima e a esposa do acusado durante um período em que o casal estava separado.
Condenado por homicídio após discussão em jogo de futebol
Em Chapecó, o júri analisou um homicídio registrado em dezembro de 2016, no bairro Engenho Braun.
Segundo os autos, a vítima tentou intervir em um desentendimento entre um amigo e o acusado durante uma partida de futebol. Durante a confusão, o réu desferiu um golpe de faca no peito do homem.
O acusado foi condenado a 14 anos de reclusão em regime fechado. Ele respondeu ao processo em liberdade, mas deixou o julgamento diretamente para o sistema prisional.
Pai e filho são condenados por tentativa de homicídio
Na comarca de Pinhalzinho, pai e filho foram condenados por uma tentativa de homicídio registrada em outubro de 2023, na SC-160, no Distrito Machado.
Segundo a investigação, os dois criaram um perfil falso no WhatsApp para atrair a vítima sob o pretexto de negociar a compra de um veículo anunciado para venda.
Armados, eles teriam se escondido próximo ao trajeto combinado e efetuado diversos disparos quando o automóvel passou pelo local. Um dos tiros atingiu a cabeça da vítima, que sobreviveu.
As investigações apontaram, no entanto, que o homem baleado não era o verdadeiro alvo dos criminosos. O veículo era semelhante ao que eles procuravam.
O pai foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão. Já o filho recebeu pena de 11 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão. Ambos cumprirão a pena em regime fechado.
Semana foi marcada por julgamentos de crimes graves
Os júris realizados no Oeste catarinense trataram de homicídios consumados e tentados, muitos deles motivados por conflitos familiares, relacionamentos e desavenças pessoais.
As decisões resultaram em penas que variam de nove a mais de 68 anos de prisão, além de indenizações determinadas em alguns dos casos julgados.
Quer mandar uma sugestão de pauta para a equipe de jornalismo do Canal Ideal? Descreva tudo e mande suas fotos e vídeos pelo WhatsApp, clicando AQUI.