O artista plástico transformou a curiosidade da infância em uma trajetória marcada por entalhes em madeira, miniaturas, troféus personalizados e monumentos.
Em Chapecó, ele construiu uma obra alimentada pela história, pela leitura e pela busca constante por novas técnicas.
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O primeiro contato com a escultura aconteceu quando tinha entre 14 e 15 anos e estudava no Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba.
No subsolo da instituição funcionava uma escola de artes, onde conheceu uma professora responsável pelas atividades de modelagem em argila.
Entre os 17 e 18 anos, decidiu seguir profissionalmente na arte, apesar da resistência da família e das dificuldades de viver da produção artística.
A necessidade de sustentar o próprio trabalho o levou a encontrar outras possibilidades comerciais para as técnicas que dominava. Assim, a escultura passou também a fazer parte da produção de troféus exclusivos, desenvolvidos de acordo com as características de cada evento.
Troféus, murais e monumentos
Ao longo da carreira, Xiko trabalhou com materiais como bronze, alumínio, granito, mármore e diferentes tipos de resina. Os troféus se tornaram uma das principais frentes comerciais de seu trabalho, mas não são a única expressão de sua produção.
O artista também criou monumentos e participou de obras instaladas em espaços públicos de Chapecó e de outros lugares, inclusive fora do Brasil.
Criatividade exige estudo e trabalho
Xiko cita uma frase frequentemente associada ao pintor Pablo Picasso para explicar sua visão sobre o processo criativo: a inspiração precisa ser acompanhada de muito trabalho.
Na escultura, segundo ele, uma peça pode exigir de dois a seis processos diferentes até ficar pronta. Cada etapa demanda conhecimento técnico, planejamento e domínio dos materiais.
Por isso, mesmo quando não tem encomendas, o artista procura experimentar novas técnicas e desenvolver projetos próprios.
Entre a madeira, o metal, a pedra e a resina, Xiko segue criando a partir daquilo que lê, pesquisa e observa.
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