Aos 10 anos, Luiz Clovis Debortoli já conhecia de perto a rotina do comércio de Xanxerê. Ao lado da mãe, ajudava em uma pequena fruteira próxima à antiga rodoviária da cidade e vendia maçãs para complementar o negócio da família.
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Mais de seis décadas depois, ele continua ligado ao comércio e define sua relação com o município em poucas palavras: “Xanxerê é a minha família”.
Tudo começou com frutas e verduras
A história de Luiz Clovis com o comércio começou ainda na infância. A família mantinha uma fruteira próxima ao antigo City Hotel, onde também funcionava a rodoviária de Xanxerê.
Na época, frutas e verduras não tinham o mesmo espaço nos mercados que possuem atualmente. Por isso, o negócio da família acabava sendo uma referência para quem procurava produtos como cenoura, beterraba, tomate, maçã e outros alimentos.
O pai de Luiz Clovis era caminhoneiro e fazia viagens para cidades como Curitiba e São Paulo. No retorno, trazia frutas e verduras para serem comercializadas em Xanxerê.
“Ele chegava e o povo que tinha em Xanxerê ia lá comprar as verduras”, relembrou.
A cesta de vime pelas ruas
Quando havia mais produtos do que a fruteira conseguia vender, Luiz Clovis encontrava outra maneira de comercializar as mercadorias.
Ainda jovem, ele pegava uma cesta de vime e ia até apartamentos para oferecer frutas e verduras aos moradores.
A rotina ajudou a construir, desde cedo, uma característica que ele considera fundamental para quem trabalha com comércio: o contato direto com as pessoas.
Foi assim que, enquanto estudava e crescia, Luiz Clovis também foi construindo sua trajetória profissional.
Uma vida atrás do balcão
Ao longo dos anos, o comerciante passou por diferentes segmentos.
Teve lanchonete, mercado e sorveteria. Atualmente, trabalha com uma loja de utensílios domésticos e produtos de aviamento, mantendo a ligação com uma atividade que acompanha praticamente toda a sua vida.
São 61 anos dedicados ao comércio, acompanhando mudanças nos hábitos dos consumidores e na própria cidade.
Para ele, mais do que os diferentes negócios, o que permaneceu foi a relação com os clientes.
Uma relação de amor com Xanxerê
A ligação com Xanxerê começou ainda na infância. Quando tinha cerca de 5 anos, Luiz Clovis chegou a morar em Copacabana, acompanhando o pai, que trabalhava como motorista.
Dois anos depois, a família retornou. Segundo ele, a mãe tomou uma decisão que acabaria marcando a trajetória de todos: só voltaria para Xanxerê se pudesse abrir um comércio.
Foi assim que surgiu a pequena fruteira que deu início à história da família no município.
Décadas depois, Luiz Clovis mantém o sentimento de pertencimento construído ao longo dessa trajetória.
Ele diz que sempre procurou lutar pelo desenvolvimento do município e que continua fazendo isso dentro das possibilidades.
O segredo está nas pessoas
Depois de 61 anos no comércio, Luiz Clovis resume sua experiência em uma receita simples: gostar do que faz e saber tratar as pessoas.
Para ele, o comerciante precisa ser comunicativo, estar atento às necessidades do cliente e entender a responsabilidade de representar uma empresa diante de quem entra pela porta.
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