Uma trajetória iniciada há mais de 50 anos no jornalismo ajudou a transformar a comunicação empresarial em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
Professor universitário, jornalista e diretor da Extra Comunica, Hugo Paulo Gandolfi de Oliveira relembrou, em entrevista, os principais momentos da carreira e a criação da primeira empresa privada de assessoria em comunicação social do município, que há 37 anos atende empresas, entidades e instituições de ensino da região.
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Os primeiros passos no jornalismo
Hugo conta que a paixão pela comunicação começou ainda em 1972, quando publicou seu primeiro texto em um jornal de Soledade (RS). Depois disso, cursou Jornalismo em Santa Maria, onde também trabalhou em emissoras de rádio, jornais e televisão.
Ao chegar a Chapecó, ao lado da esposa, a jornalista Marlene de Oliveira, falecida em 2012, tornou-se um dos primeiros jornalistas formados a atuar profissionalmente na cidade.
Inicialmente, ambos trabalharam na Rádio Chapecó. Posteriormente, Hugo assumiu a estruturação da área de comunicação do então Frigorífico Chapecó, onde implantou a assessoria de imprensa e, posteriormente, uma gerência de comunicação social.
A criação da primeira assessoria privada da região
No fim da década de 1980, Hugo percebeu que havia espaço para um novo segmento na comunicação local.
Na época, segundo ele, apenas órgãos públicos e algumas instituições possuíam assessorias de imprensa próprias, mas ainda não existia uma empresa privada especializada nesse tipo de serviço em Chapecó.
Foi assim que, em maio de 1989, nasceu a Extra Comunica.
Os dois primeiros clientes foram a Autoviação Chapecó, que permanece na carteira da empresa até hoje, e o Hospital Santo Antônio.
"O objetivo era ajudar essas instituições a comunicar melhor suas ações e apresentar sua versão dos fatos quando surgiam assuntos de interesse público", relembrou.
Comunicação vai além das redes sociais
Ao falar sobre a evolução da comunicação, Hugo destacou que as redes sociais ampliaram as possibilidades de divulgação, mas não substituem o papel exercido pelos veículos jornalísticos.
Para ele, rádio, televisão e portais de notícias continuam sendo fundamentais para levar informação de qualidade à população e dar credibilidade ao conteúdo produzido pelas organizações.
Segundo o jornalista, a comunicação institucional precisa ser encarada como parte estratégica das empresas.
"Quanto mais as empresas comunicam aquilo que fazem, maior é o respaldo que conquistam junto à sociedade", afirma.
Jornalismo exige vocação
Com experiência tanto na imprensa quanto na assessoria de comunicação, Hugo acredita que cada área exige habilidades diferentes, mas ambas compartilham o mesmo compromisso com a informação.
Na avaliação dele, o jornalismo é uma profissão que depende de vocação e responsabilidade.
"O compromisso precisa ser sempre com quem vai receber essa informação, seja o leitor de um portal, de um jornal, o ouvinte do rádio ou quem acompanha uma reportagem na televisão."
Formação de novas gerações/
Além da atuação profissional, Hugo também construiu carreira na educação.
Desde 1999, leciona no curso de Jornalismo da Unochapecó, contribuindo para a formação de centenas de profissionais.
O convite surgiu após concluir uma pós-graduação voltada à formação de docentes, realizada em parceria com a Universidade Metodista de São Paulo.
O que inicialmente seria uma experiência temporária transformou-se em uma longa trajetória acadêmica.
Hoje, quase três décadas depois, ele segue conciliando o trabalho na Extra Comunica com a missão de formar novos jornalistas.
"Comunicar é muito mais do que divulgar informações. É construir relacionamento, gerar confiança e fortalecer a conexão entre as instituições e a sociedade", resumiu Hugo ao refletir sobre mais de cinco décadas dedicadas à comunicação.
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