Uma conversa entre moradores acabou dando origem a uma tradição que cresceu ao longo dos anos em Xanxerê.
A Romaria do bairro Aparecida começou quando a comunidade ainda era pequena e parte da região era formada por área rural. Hoje, o evento reúne uma multidão e já faz parte da história do bairro.
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A ideia surgiu em uma conversa entre Marlene Merisio Krahl, idealizadora da romaria, e Oswaldo Sete, antigo morador do bairro que havia se mudado para a cidade para estudar, mas continuava mantendo uma ligação com a comunidade.
Segundo Marlene, durante o diálogo, Oswaldo perguntou como estava o bairro. A resposta foi que a comunidade estava "meio devagar, quase parando".
Foi então que surgiu a sugestão que mudaria a história do local. A proposta foi aceita na hora. A partir dali, os moradores começaram a buscar apoio para colocar a ideia em prática.
Do conselho de pastoral ao bispo
Marlene conta que a primeira conversa foi com o conselho de pastoral da comunidade. Depois, a proposta foi apresentada ao padre e, posteriormente, ao bispo em Chapecó.
Com as autorizações, começou a organização da primeira edição.
O espaço em frente à igreja já chamava a atenção de Marlene pela estrutura e pela possibilidade de receber atividades. Para ela, aquele local precisava ser mais aproveitado pela comunidade.
Foi nesse cenário que surgiu uma solução inusitada para montar o altar da primeira romaria.
Altar foi montado sobre um caminhão
Para realizar o evento, Avilino Menegola emprestou um caminhão com uma carroceria grande. Foi ali que os organizadores montaram o altar da primeira romaria.
A estrutura improvisada acabou fazendo parte dos primeiros capítulos da história do evento.
Além disso, a primeira edição ganhou uma divulgação que, naquela época, tinha um peso ainda maior: a presença da televisão.
Marlene conta que Oswaldo Sete conseguiu que uma equipe de televisão de Xanxerê fosse até o bairro para registrar a primeira romaria.
De uma pequena comunidade para uma multidão
A primeira romaria ainda não reuniu um grande público, mas a tradição começou a crescer a cada edição.
Com o passar dos anos, o evento ganhou novos participantes e deixou de ser uma celebração restrita aos moradores do bairro.
Hoje, segundo Marlene, a quantidade de pessoas que participa da romaria é tão grande que o próprio espaço do bairro já parece pequeno para receber todos os visitantes.
A transformação é motivo de orgulho para quem acompanhou a história desde o começo.
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