As flores desidratadas deixaram de ser apenas um detalhe na decoração para se tornarem uma das principais tendências da arte floral. Com durabilidade que pode chegar a três anos, os buquês conquistam quem deseja eternizar momentos especiais. Em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, essa tendência começou no Jardim Vivah.
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Um presente que não murcha
A principal característica das flores desidratadas é justamente a durabilidade. Diferentemente dos buquês tradicionais, que costumam durar poucos dias, os arranjos preservam a beleza por anos quando mantidos em ambientes secos e protegidos da umidade.
Além de não precisarem de água ou cuidados diários, eles permitem que datas especiais permaneçam vivas por muito mais tempo.
Por isso, os buquês passaram a ser procurados para aniversários, casamentos, pedidos de casamento, Dia das Mães e outras ocasiões marcantes.
Outra vantagem é a possibilidade de renovar os arranjos. Com o passar do tempo, as flores podem ganhar novas cores, serem reorganizadas ou receber novas espécies, preservando a lembrança sem perder a identidade original.
A tendência que nasceu por acaso
Foi justamente esse universo que transformou a rotina da florista Gabriela Groth, profissional com mais de 30 anos de experiência no mercado floral.
Tudo começou em 2020, durante uma viagem pela região. Em uma parada à beira da estrada, ela e o marido colheram marcela, lírios do campo e outras flores silvestres.
Sem grandes pretensões, Gabriela montou um buquê e publicou um vídeo nas redes sociais mostrando como preparar um arranjo com flores desidratadas.
As visualizações cresceram rapidamente e despertaram o interesse dos clientes, que começaram a procurar aquele tipo de arranjo.
O simbolismo da marcela
Entre as flores utilizadas estava a marcela, conhecida popularmente por ser associada à cura pela fé.
Ao pesquisar o significado da planta, Gabriela percebeu que ela transmitia exatamente a mensagem que muitas pessoas precisavam naquele momento, marcado pelas incertezas da pandemia.
Inicialmente, os buquês eram oferecidos como presentes, sem intenção comercial.
Com o tempo, clientes passaram a compartilhar histórias emocionantes. Pessoas em tratamento contra o câncer relataram que batizaram o arranjo de "buquê da renovação" e passaram a enxergá-lo como símbolo de esperança.
Hoje, muitas voltam à floricultura para revitalizar as peças, reorganizar as flores e adaptar as cores dos arranjos.
Flores que continuam vivas
Além da marcela, as chamadas "Sempre Vivas" também ganharam espaço nos arranjos.
Mesmo desidratadas, essas espécies continuam liberando pequenas sementes, mantendo seu ciclo natural e reforçando a proposta de permanência que caracteriza esse tipo de arte floral.
Capim-dos-pampas, hortênsias, rosas, mini rosas, cravos, lírios, tulipas e eucalipto também fazem parte das composições desenvolvidas artesanalmente.
Como acontece a desidratação
Grande parte das flores utilizadas pela floricultura já chega desidratada de fornecedores especializados, principalmente do interior de São Paulo.
O processo é feito em estufas e galpões, onde as flores permanecem penduradas de cabeça para baixo, em locais ventilados, durante aproximadamente 30 dias.
Na loja, quando o cliente deseja preservar um buquê natural, a equipe avalia quais flores podem ser reaproveitadas, realiza a secagem complementar quando necessário e monta um novo arranjo.
Em alguns casos, as flores também recebem pintura para harmonizar com o estilo escolhido pelo cliente.
Muito além de um buquê
Mais do que acompanhar uma tendência, as flores desidratadas conquistaram espaço por oferecer algo que muitas pessoas procuram ao presentear alguém: a possibilidade de fazer uma lembrança durar.
Em vez de assistir às flores murcharem poucos dias depois da entrega, quem escolhe um buquê desidratado leva para casa uma recordação que permanece por anos, preservando a beleza e o significado daquele momento.
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