O Tribunal do Júri de Chapecó analisa nesta quinta-feira (18) o caso que resultou na morte da atleta de futsal Patrícia Ribeiro, de 21 anos, e na tentativa de homicídio contra um homem que estava com ela.
O crime ocorreu na madrugada de 7 de junho de 2025, na Avenida Getúlio Vargas, uma das principais ruas da cidade. Dois réus respondem por homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio qualificada.
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Julgamento entrou na fase de debates
A sessão teve início pela manhã no Fórum de Chapecó, com a oitiva de testemunhas e o interrogatório dos acusados.
Foram ouvidas três testemunhas presencialmente e outras três por meio de vídeos gravados durante a instrução processual. Duas testemunhas previstas acabaram sendo dispensadas.
Os réus optaram por responder apenas às perguntas formuladas pelos advogados de defesa e pelos jurados.
No período da tarde, o julgamento entrou na fase de debates, iniciando com a manifestação do MP (Ministério Público), seguida pela apresentação da defesa.
A expectativa é de que a sentença seja anunciada após as 19h.
O que diz a acusação
Conforme a denúncia, o crime ocorreu por volta das 5h da manhã de 7 de junho de 2025.
Os acusados estariam em um carro estacionado ao lado do carro onde estavam as vítimas e outras pessoas. Segundo o processo, os ocupantes teriam iniciado investidas e flertes com as mulheres que estavam no outro veículo.
Após a recusa, teve início uma discussão.
Ainda de acordo com a acusação, uma das mulheres foi atingida por disparos de arma de fogo ao sair do veículo. Mesmo ferida, ela tentou atravessar a rua em busca de socorro, mas morreu pouco depois.
Na sequência, um homem que também estava no grupo foi atingido por um disparo de raspão ao se aproximar após ouvir os tiros.
Os dois acusados fugiram logo após o crime.
Crime teve repercussão estadual
A vítima fatal foi identificada como Patrícia Ribeiro, de 21 anos, moradora de Concórdia e atleta da ACOFF (Associação Concordiense de Futsal Feminino).
Ela estava em Chapecó participando de um encontro com amigos quando foi morta.
Segundo a investigação conduzida pela PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina), o conflito teria começado após um suposto episódio de assédio envolvendo uma amiga da atleta.
A polícia apurou que Patrícia e os amigos haviam parado em um estabelecimento para comprar alimentos quando outro veículo se aproximou, dando início às provocações que culminaram na discussão.
Acusação aponta motivo torpe e recurso que dificultou defesa
Os dois réus respondem por homicídio qualificado em relação à morte de Patrícia e por tentativa de homicídio qualificada contra o homem atingido de raspão.
De acordo com a denúncia, o homicídio foi qualificado por motivo torpe, relacionado à recusa das mulheres em aceitar as investidas dos acusados.
Já a tentativa de homicídio teria sido motivada por razão fútil, uma vez que a segunda vítima se aproximou apenas após ouvir os disparos.
Nos dois casos, o MP sustenta ainda a qualificadora de recurso que dificultou a defesa das vítimas. O processo tramita em segredo de justiça na 2ª Vara Criminal da comarca de Chapecó.
Relembre o caso
Patrícia Ribeiro foi atingida por disparos nas regiões lombar, cervical e axilar.
Conforme o CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina), a jovem foi encontrada em parada cardiorrespiratória. Equipes de socorro realizaram manobras de reanimação, mas ela não resistiu aos ferimentos.
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