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Polícia

Advogado é preso após polícia encontrar 350 pés de maconha no Oeste de SC

Operação WD cumpriu mandados em Xanxerê, Faxinal dos Guedes, Chapecó e Tijucas

Por: Daiane
18/06/2026 16h04 - Atualizado há um hora
O nome da operação faz referência à expressão inglesa
O nome da operação faz referência à expressão inglesa "weed" (Foto: Polícia Civil)

Uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina resultou na prisão de quatro pessoas e no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18). 

A Operação WD, teve como alvo um grupo investigado por tráfico de drogas e associação para o tráfico em municípios do Oeste catarinense e no litoral do Estado. Entre os presos está um advogado suspeito de cultivar maconha em larga escala.

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Investigação começou após apreensão de drogas

Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início no fim de 2025, após a apreensão de drogas com um homem de Xanxerê que atuaria na venda de entorpecentes para usuários de Xanxerê e Faxinal dos Guedes.

A partir dessa ocorrência, os policiais aprofundaram as diligências e identificaram uma suposta rede envolvida com a comercialização de drogas na região.

Com o avanço das investigações, a autoridade policial solicitou medidas judiciais que receberam parecer favorável do Ministério Público e autorização do Poder Judiciário.

Advogado é preso com estrutura de cultivo de maconha

Um dos principais alvos da operação foi um advogado de 40 anos que atua em Xanxerê.

Em um dos imóveis vinculados ao investigado, os policiais localizaram 350 plantas de maconha em diferentes estágios de desenvolvimento, além de uma estrutura considerada sofisticada para cultivo da droga.

No local foram encontrados:

  • Estufas para produção;
  • Sistemas de iluminação e ventilação;
  • Fertilizantes e insumos agrícolas;
  • Equipamentos para acelerar o crescimento das plantas;
  • Grande quantidade de embalagens para comercialização.

Conforme a investigação, a droga produzida possuía alto padrão de qualidade e seria destinada a consumidores de maior poder aquisitivo de Xanxerê e Faxinal dos Guedes.

Drogas, arma e dinheiro foram apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados nos municípios de Xanxerê, Faxinal dos Guedes, Chapecó e Tijucas, os policiais apreenderam diversos materiais relacionados à investigação.

Entre os itens recolhidos estão:

  • Grande quantidade de drogas;
  • Aparelhos celulares;
  • Arma de fogo;
  • Munições;
  • Balança de precisão;
  • Dinheiro em espécie;
  • Veículo;
  • Outros objetos utilizados na comercialização de entorpecentes.

Prisões ocorreram em diferentes cidades

Além do advogado, um homem de 31 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas no bairro Tacca, em Xanxerê. Com ele foram apreendidas porções de maconha e comprimidos de ecstasy.

Na área central do município, outro homem, de 48 anos, foi preso por posse irregular de arma de fogo.

Já em Tijucas, no litoral catarinense, um investigado de 27 anos também foi preso em flagrante. Com ele, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente sete quilos de maconha.

Ao todo, três pessoas foram presas por tráfico de drogas e uma por porte irregular de arma de fogo.

Origem do nome da operação

O nome da operação faz referência à expressão inglesa "weed", uma gíria amplamente utilizada para designar a maconha.

Segundo a Polícia Civil, durante as investigações foi identificado que um dos principais investigados utilizava a sigla "WD" para se referir aos clientes e às atividades relacionadas à comercialização da droga.

A abreviação acabou dando nome à operação policial.

Operação

A ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Faxinal dos Guedes, com apoio de policiais civis de diversas unidades da região de Xanxerê, Chapecó e da Diretoria de Polícia da Fronteira.

Também participaram da ação equipes da Operação Protetor, da Operação Brasil Contra o Crime Organizado, do Núcleo de Operações com Cães da Polícia Civil e policiais militares do 30º BPM (Batalhão de Polícia Militar).

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou medidas como sequestro de veículo, quebra de sigilo bancário e bloqueio de contas ligadas aos investigados.

Investigações continuam

A Polícia Civil informou que a análise dos materiais apreendidos segue em andamento.

O objetivo agora é identificar possíveis novos envolvidos e aprofundar as investigações sobre a atuação da organização criminosa e a distribuição de drogas na região.

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