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Justiça

Após acolher mulher em ‘situação de rua’, idoso é morto durante roubo e dupla é denunciada em SC

O crime aconteceu na madrugada de 10 de maio em Caçador, no Meio-Oeste

Por: Daiane
16/07/2026 09h45 - Atualizado há um hora
(Foto: Polícia Civil)
(Foto: Polícia Civil)

Um idoso de 65 anos que acolheu uma mulher em situação de vulnerabilidade na própria casa foi morto durante um roubo em Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) denunciou um homem e uma mulher pelo crime de latrocínio, roubo seguido de morte. Os dois permanecem presos preventivamente, e a denúncia já foi recebida pela Justiça.

Crime teria sido planejado

De acordo com a denúncia apresentada pela 4ª Promotoria de Justiça da comarca de Caçador, o crime aconteceu entre a noite de 9 de maio e a madrugada de 10 de maio.

Segundo o MPSC, a mulher denunciada passou a morar na casa após ser acolhida pelo idoso. Durante o período de convivência, ela teria descoberto que a vítima guardava uma quantia em dinheiro no imóvel. A partir dessa informação, conforme a acusação, ela e o comparsa teriam planejado o roubo.

Vítima foi agredida dentro de casa

Ainda conforme a denúncia, os acusados invadiram a casa e exigiram que o idoso entregasse o dinheiro. Em seguida, ele teria sido agredido com extrema violência, com golpes de pedaços de madeira e chutes.

O Ministério Público afirma que, mesmo depois de a vítima cair no chão, as agressões continuaram. A denúncia também aponta que os acusados teriam apertado o pescoço do idoso com um fio ou uma corda.

Um laudo pericial anexado ao processo indica que os ferimentos provocados pelas agressões causaram a morte da vítima. Após o crime, os denunciados teriam fugido levando dinheiro em espécie.

MPSC pede condenação e indenização

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público solicitou que a Justiça fixe um valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais causados pelo crime.

Autor da denúncia, o promotor de Justiça Marco Antônio Vargas Sandi também pediu a manutenção da prisão preventiva dos acusados, destacando a gravidade do caso.

Segundo o promotor, os denunciados se aproveitaram da boa-fé da vítima para cometer o crime. "O Ministério Público busca a devida responsabilização criminal dos envolvidos, os quais se valeram da boa-fé e da hospitalidade inicial concedida pela vítima e, de forma oportunista e violenta, optaram por ceifar uma vida em busca da livre obtenção de valores que a eles não pertenciam", afirmou.

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