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Educação

Brasil ganha primeiro manual de jornalismo criado por jornalistas indígenas

Ferramenta reúne orientações, conceitos e princípios elaborados por representantes de mais de 40 povos indígenas

Por: Daiane
10/08/2026 14h48 - Atualizado há 4 horas
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Jornalistas indígenas lançaram nesta segunda-feira (10), na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Poranga Marandúa, primeiro manual de jornalismo produzido a partir da perspectiva dos povos originários. 

A publicação reúne orientações para uma cobertura mais qualificada e respeitosa sobre as comunidades indígenas e poderá ser utilizada por profissionais da imprensa, estudantes e instituições de ensino.

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Manual foi construído por mais de 40 povos indígenas

A publicação é uma iniciativa da Abrinjor (Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas) e foi desenvolvida ao longo de um ano e meio com a participação de representantes de mais de 40 povos indígenas.

Segundo a coordenadora-geral da entidade, Luciene Kaxinawá, o material reflete a diversidade cultural dos povos originários e busca fortalecer uma comunicação construída a partir dos próprios territórios, línguas e formas de narrar suas histórias.

Publicação está disponível gratuitamente

A primeira edição do Poranga Marandúa foi editada e revisada pelo Inka (Organização Indígena Instituto Kaingáng) e pode ser acessada gratuitamente pela internet.

O nome da obra significa "boa notícia" em Nheengatu, língua da família Tupi-Guarani, e simboliza o objetivo de ampliar o protagonismo indígena na produção de conteúdo jornalístico.

Ferramenta também deve apoiar universidades

Para a jornalista indígena Sônia Kaingáng, pioneira na área e comunicadora do Inka, o manual vai além do exercício profissional e também representa um instrumento de educação.

A pesquisadora e comunicóloga Andreza Baré defende que a publicação seja incorporada aos cursos de Jornalismo como material de apoio para uma cobertura antirracista e mais sensível às questões dos povos indígenas e de outras comunidades tradicionais.

Mais espaço para jornalistas indígenas

A assessora de comunicação da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), Samela Sateré Mawé, acredita que a iniciativa poderá incentivar a presença de mais indígenas nos veículos de comunicação e nas assessorias das organizações representativas.

Segundo ela, ampliar essa participação significa garantir que os próprios povos indígenas tenham voz para contar suas histórias e apresentar suas realidades sob sua própria perspectiva.

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