Brasil tenta evitar que EUA classifiquem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
Governo brasileiro busca diálogo antes de possível anúncio por parte das autoridades americanas
Por: Rodrigo de Oliveira
12/03/2026 09h52 - Atualizado há 2 horas
Foto: Reprodução Internet
O Ministério das Relações Exteriores trabalha em uma estratégia diplomática para evitar que os Estados Unidos classifiquem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Na avaliação do governo brasileiro, uma decisão nesse sentido poderia prejudicar a soberania nacional.
De acordo com informações apuradas, a ideia do governo é abrir diálogo com autoridades americanas e solicitar que qualquer decisão seja adiada até a realização de um encontro presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para ocorrer em Washington. No entanto, autoridades americanas demonstram hesitação, argumentando que a reunião ainda não possui data definida.
Nesta terça-feira, o Itamaraty recebeu um informe do Departamento de Estado dos Estados Unidos, no qual os dois grupos criminosos são descritos como “uma ameaça relevante à segurança regional”, em razão de fatores como violência, tráfico de drogas e atuação no crime transnacional.
Como parte da estratégia diplomática, o Brasil pretende propor um aprofundamento da cooperação bilateral em segurança pública, o que pode incluir a ampliação de parcerias com agências americanas, como o FBI.
O governo brasileiro também pretende reforçar, durante as negociações, que PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas voltadas ao lucro financeiro, e não grupos classificados como terroristas, uma vez que, segundo a avaliação do governo, não há motivação ideológica nas ações dessas facções.
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