A Prefeitura de Chapecó reduziu em 39% o percentual de famílias beneficiárias do Bolsa Família nos últimos dois anos, entre as cidades com mais de 100 mil habitantes. Em dezembro de 2023 eram 7.004 famílias cadastradas. Em dezembro de 2025 eram 4.262. E atualmente são 3.818, segundo dados da secretaria da Família e Proteção Social.
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O comparativo que coloca Chapecó em primeiro lugar em SC foi realizado pela secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, que também utilizou dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. De acordo com o secretário da pasta, Márcio Paixão Rodrigues, Chapecó também fica em primeiro lugar se levar em conta o número de carteira assinada (106 mil) dividido pelo número de beneficiários do Bolsa Família.
“Temos 25 trabalhadores com carteira assinada para cada família beneficiada com o programa assistencial. É o melhor indicador entre as principais cidades catarinenses. Um dos motivos é que temos ampla oferta de empregos, figurando constantemente entre os quarenta municípios que mais geram emprego no país”, disse Paixão.
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, disse que esses números são resultado de uma ação de gestão.
“Nós determinamos um pente fino no programa Bolsa Família porque temos emprego sobrando. E o que tira as famílias da pobreza é o emprego, é o trabalho, é a carteira assinada. O Bolsa Família é importante para quem não tem condições de trabalhar. Mas tinha gente no meio que não precisava e estava recebendo o benefício. A Prefeitura de Chapecó tem oferecido políticas públicas de capacitação para a busca do emprego, como o programa Frentes de Trabalho e o Oportuniza Chapecó. Nós queremos dar autonomia para as pessoas”, disse Rodrigues.
O secretário da Família e Proteção Social, Luciano Hüning, disse que em 2024 foram intensificadas as ações de fiscalização e qualificação do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família no município.
“O objetivo foi garantir que os benefícios sejam destinados corretamente às famílias que atendem aos critérios estabelecidos por lei. O município implementou uma série de estratégias com o objetivo de qualificar a gestão e aprimorar os critérios de concessão. No período, 2,9 mil benefícios foram bloqueados ou cancelados em razão de divergências identificadas nos cadastros, reflexo de um processo de revisão mais rigoroso e de atualização das informações dos beneficiários”, disse Hüning.
Entre as ações implementadas está o cruzamento de dados com outros sistemas disponíveis, permitindo a identificação de possíveis inconsistências cadastrais. Além disso, foram realizados mutirões de visitas domiciliares, com foco na verificação de denúncias relacionadas a irregularidades.
Outro ponto de destaque, segundo a Diretora de Proteção Social do Município, Ivana Teresinha Alberguini Niewinski, é a capacitação contínua das equipes responsáveis pelo Cadastro Único. “Os entrevistadores passaram a receber treinamentos permanentes para aprimorar a coleta e análise das informações fornecidas pelas famílias. Paralelamente, também foram promovidos encontros de orientação com profissionais de diferentes áreas, com o objetivo de esclarecer os critérios de concessão do benefício e fortalecer os canais de denúncia de possíveis recebimentos indevidos”, disse Ivana.
O município também investiu no aperfeiçoamento do processo de cadastramento inicial, buscando evitar a inclusão de famílias ou indivíduos que não se enquadrem nas regras do programa.
Com essas medidas, a administração municipal reforça o compromisso com a correta aplicação dos recursos públicos, garantindo que o Bolsa Família chegue a quem realmente precisa.
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