A temporada de colheita do pinhão começou nesta quarta-feira (1º) em Santa Catarina, com expectativa de produção de cerca de 3,7 mil toneladas, volume 32% menor do que o registrado no ano passado.
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Apesar da queda na produção, a tendência é de valorização no preço, impulsionada pela lei da oferta e da procura. Em 2025, o quilo do pinhão foi comercializado, em média, por R$ 6,44 ao produtor, valor que pode ser mantido ou até superado nesta safra.
A Serra catarinense concentra a maior parte da produção, com destaque para municípios como São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Painel, e também é palco da tradicional Festa do Pinhão, que movimenta a economia regional durante o inverno.
Importância para a economia rural
O pinhão tem papel fundamental na renda das famílias da região. Das cerca de 34 mil famílias rurais cadastradas, aproximadamente 10 mil dependem diretamente da atividade, o que representa cerca de 30% do total.
Em 2025, a safra chegou a 5,4 mil toneladas, movimentando mais de R$ 32 milhões nos 18 municípios da Serra.
A redução na produção em 2026 é considerada natural, influenciada por fatores climáticos e pelo próprio ciclo das araucárias, que alternam períodos de maior e menor produtividade.
Produto típico e versátil
Símbolo do inverno no Sul do Brasil, o pinhão é amplamente consumido cozido, assado ou em receitas típicas, como o entrevero e a paçoca de pinhão, além de pratos doces.
Mesmo com a queda na safra, produtores seguem otimistas, apostando na qualidade do produto e na valorização de mercado para manter a renda.
A Epagri segue acompanhando a safra e oferecendo suporte técnico aos produtores, buscando garantir uma colheita segura e maior aproveitamento da produção.
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