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Economia

Congresso promulga fim da escala 6x1 e prevê jornada de 40 horas semanais

Nova regra estabelece dois dias de descanso remunerado e redução gradual da jornada, sem corte salarial

Por: Rodrigo de Oliveira
16/10/2026 08h42 - Atualizado há 57 minutos
Lula Marques/Agência Brasil
Lula Marques/Agência Brasil

O fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso, segue em discussão no Congresso Nacional. A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho brasileira, com a adoção de cinco dias de trabalho e dois dias de descanso por semana, além da redução da carga horária máxima semanal.

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O texto em discussão estabelece a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. A mudança busca ampliar o período de descanso dos trabalhadores e modificar a organização das jornadas em diferentes setores da economia.

Como funcionaria a mudança

A proposta prevê uma transição gradual. Na primeira etapa, a jornada máxima semanal passaria de 44 para 42 horas. Posteriormente, seria reduzida para 40 horas semanais, mantendo dois dias de descanso remunerado.

A intenção é permitir que empresas e trabalhadores se adaptem às novas regras, considerando as particularidades de cada atividade profissional.

O que muda para os trabalhadores

Com a adoção do modelo 5x2, os trabalhadores teriam cinco dias de trabalho e dois dias de descanso na semana. A distribuição das folgas poderá variar conforme a atividade e a organização da jornada, respeitando as regras aplicáveis.

Outro ponto central da proposta é a manutenção dos salários, mesmo com a redução da carga horária. O objetivo é evitar que a diminuição do tempo de trabalho resulte em perda de remuneração para os empregados abrangidos pela mudança.

Impactos para empresas e categorias profissionais

A implementação também exige atenção às atividades que funcionam continuamente, como saúde, segurança, transporte, comércio e indústria. Nesses setores, a organização das escalas precisará considerar a continuidade dos serviços e o cumprimento dos períodos de descanso.

As regras definitivas, os prazos de adaptação e eventuais condições específicas dependerão do texto aprovado e das normas complementares aplicáveis.

A discussão sobre o fim da escala 6x1 envolve temas como qualidade de vida, produtividade, custos empresariais e geração de empregos. A efetivação das mudanças dependerá da conclusão da tramitação legislativa e da definição das regras que orientarão a aplicação do novo modelo.

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