O Tribunal do Júri da comarca de Curitibanos condenou dois homens pela morte de um homem em situação de rua, crime cometido como parte de um plano para simular a morte de um dos envolvidos e enganar familiares e autoridades.
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As penas ultrapassam 61 anos de prisão, somadas, e os réus também deverão pagar R$ 110 mil por danos morais aos herdeiros da vítima. O homicídio ocorreu em fevereiro de 2025, no município de São Cristóvão do Sul, no Meio-Oeste catarinense.
Crime foi planejado para sustentar falsa narrativa
Segundo a denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), os acusados atraíram a vítima, que vivia em situação de vulnerabilidade, até uma área rural com a promessa de ajuda. O verdadeiro objetivo, porém, era assassiná-la e utilizar o corpo para simular a morte de um dos réus.
Após o crime, o corpo foi incendiado dentro de um veículo às margens da BR-470, numa tentativa de dificultar a identificação da vítima e prejudicar as investigações.
Acusados criaram falsa história para enganar autoridades
De acordo com o processo, os condenados montaram uma série de provas falsas para convencer familiares e investigadores de que um deles havia sido sequestrado, torturado e morto.
A encenação incluiu vídeos, mensagens com ameaças, uso de identidades falsas e até a amputação de um dedo para dar credibilidade à versão apresentada.
Júri reconheceu agravantes
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença concluiu que o homicídio foi cometido por motivo torpe, mediante meio insidioso e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Os jurados também reconheceram a responsabilidade dos réus pelos crimes de destruição de cadáver e fraude processual.
Um dos condenados recebeu pena de 32 anos e três meses de reclusão. O outro foi sentenciado a 29 anos e 14 dias de prisão. Ambos deverão cumprir a pena em regime fechado.
Apesar da condenação, a sentença ainda cabe recurso.
Julgamento durou mais de 20 horas
A sessão do Tribunal do Júri começou às 10h de quarta-feira (1º), foi interrompida por volta da meia-noite e retomada às 8h30 desta quinta-feira (2), sendo encerrada próximo das 16h.
Ao longo do julgamento, foram ouvidas 15 testemunhas, cinco delas em plenário. Familiares da vítima e dos réus, estudantes e moradores da região acompanharam a sessão na Câmara de Vereadores de Curitibanos.
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