A Polícia Civil de Santa Catarina divulgou a imagem de Gabriel Felipe da Silva, de 31 anos, investigado por um esquema de estelionato e falsificação de documentos em Xanxerê, no Oeste catarinense.
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Segundo a investigação, ele se apresentava falsamente como advogado, utilizava decisões judiciais forjadas para intimidar vítimas e está com prisão preventiva decretada, mas segue foragido.
Como funcionava o esquema
As investigações da DIC (Delegacia de Investigação Criminal) de Xanxerê apontam que o suspeito usava o sobrenome "Maçaneiro" e dizia manter ligação com magistrados e um renomado escritório de advocacia de Blumenau para conquistar a confiança das vítimas.
Conforme a Polícia Civil, os golpes ocorreram entre 2024 e 2026. Durante esse período, o investigado afirmava atuar em processos judiciais inexistentes e obtinha acesso às informações financeiras, contas bancárias, cartões de crédito e dispositivos eletrônicos das vítimas.
Decisões falsas e ameaças
Segundo a investigação, Gabriel produzia decisões e mandados judiciais falsificados, utilizando nomes de juízes reais e linguagem técnica para dar aparência de autenticidade aos documentos.
Em um dos casos, ele dizia que as vítimas estavam sendo monitoradas pela DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) e ameaçava a prisão de familiares caso não seguissem suas orientações.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o investigado utilizava esse ambiente de medo para realizar empréstimos de alto valor, abrir contas bancárias e administrar cartões de crédito sem autorização das vítimas.
Justiça decretou prisão e bloqueio de bens
Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Vara Regional de Garantias de Concórdia determinou a prisão preventiva do suspeito.
A decisão também autorizou o bloqueio de até R$ 550 mil em ativos financeiros do investigado e de sua companheira, além da inclusão de restrição para transferência de um veículo por meio do sistema Renajud.
Polícia pede ajuda para localizar suspeito
Apesar das diligências realizadas, a Polícia Civil informou que ainda não conseguiu localizar Gabriel Felipe da Silva.
Consultas ao CNA (Cadastro Nacional dos Advogados) da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) confirmaram que ele não possui registro profissional como advogado.
Já verificações nos sistemas do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) apontaram que os processos apresentados às vítimas simplesmente não existiam.
A divulgação da imagem tem como objetivo facilitar a captura do investigado e identificar outras possíveis vítimas. Informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser repassadas, de forma anônima, à Polícia Civil.
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