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Polícia

Enfermeiro investigado por ajudar facção dentro de presídio é preso em Chapecó

A prisão preventiva ocorreu neste sábado (15) em desdobramento da Operação “Cura”

Por: Daiane
15/08/2026 10h53 - Atualizado há 18 minutos
(Foto: Gaeco)
(Foto: Gaeco)

Um enfermeiro investigado por supostamente facilitar a entrada de celulares e drogas no sistema prisional foi preso preventivamente neste sábado (15), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. 

A prisão foi cumprida pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) como desdobramento da Operação “Cura”, deflagrada na última quarta-feira (12).

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O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e cumprido na manhã deste sábado.

Segundo o MPSC, a medida foi requerida pela 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, responsável pela investigação, após a análise dos elementos obtidos durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Chapecó.

Conforme as informações divulgadas até o momento, documentos e outros materiais recolhidos durante a operação reforçaram indícios que já eram investigados contra o enfermeiro.

A suspeita é de que ele tenha atuado em benefício de uma organização criminosa, supostamente auxiliando na entrada de aparelhos telefônicos e substâncias entorpecentes no interior do sistema prisional.

Investigado foi levado ao sistema prisional

Após o cumprimento da ordem judicial, o investigado foi conduzido ao sistema prisional de Chapecó.

Ele permanecerá à disposição da Justiça.

A investigação continua em andamento e tramita sob sigilo. Segundo o MPSC, novas informações poderão ser divulgadas após os autos se tornarem públicos.

Projeto Kratos

A prisão ocorreu no âmbito do Projeto Kratos, iniciativa que possui cinco eixos prioritários de atuação.

Entre eles estão a localização de alvos não encontrados em operações do GAECO; prisão de foragidos e autores de crimes contra a vida; monitoramento e recaptura de líderes de organizações criminosas que rompem tornozeleiras eletrônicas; prisão de réus por crimes sexuais com mandados em aberto; e ações de prevenção a atentados em escolas, com apoio da inteligência cibernética.

O trabalho envolve pesquisas em fontes abertas, consultas a bancos de dados restritos e ações coordenadas em campo, com apoio das forças de segurança de Santa Catarina.

Promotoria passou a ter atuação estadual

A 39ª Promotoria de Justiça da Capital, que já atuava no combate às organizações criminosas na Grande Florianópolis, passou a ter abrangência estadual em 1º de julho de 2025.

A mudança ocorreu conforme o Ato nº 769/2025/PGJ, permitindo que a promotoria assuma investigações e o processamento de crimes relacionados a organizações criminosas em todo o território catarinense.

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