O avanço da inteligência artificial e o crescimento das fraudes virtuais colocaram a segurança dos consumidores no centro dos debates da conferência internacional sobre direito do consumidor realizada nesta semana pela ONU (Organização das Nações Unidas), em Genebra, na Suíça.
Durante o encontro, a entidade pediu maior cooperação entre os países para combater crimes cibernéticos e fortalecer a proteção aos dados pessoais.
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Brasil participa das discussões
O Brasil está representado na conferência pela delegada Michele Alves, diretora do Procon-SC (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de Santa Catarina).
Segundo ela, o avanço das ferramentas de inteligência artificial tem facilitado a atuação de organizações criminosas, que utilizam tecnologias cada vez mais sofisticadas para aplicar golpes.
De acordo com Michele Alves, criminosos têm utilizado a IA para falsificar boletos, criar e-mails fraudulentos e desenvolver novos métodos para enganar consumidores.
Além disso, recursos como deepfakes e clonagem de voz permitem simular ligações de familiares, empregadores ou até mesmo de figuras públicas, aumentando a credibilidade das fraudes e dificultando a identificação dos golpes.
Golpes cresceram 126% em 2026
Dados apresentados durante o encontro mostram que os golpes virtuais impulsionados por inteligência artificial registraram crescimento de 126% em 2026 no Brasil.
Além do aumento no número de ocorrências, as perdas financeiras cresceram 60%, com prejuízo médio superior a R$ 10,6 mil por fraude, reforçando o alerta sobre a necessidade de ações conjuntas entre governos e órgãos de proteção ao consumidor para conter o avanço desse tipo de crime.
ONU oferece apoio para atualizar legislações
Durante a conferência, a ONU também colocou sua estrutura técnica à disposição dos países interessados em revisar e modernizar as legislações voltadas à proteção dos consumidores diante dos desafios impostos pelas novas tecnologias.
A proposta é fortalecer mecanismos de prevenção, ampliar a cooperação internacional e facilitar o compartilhamento de informações para enfrentar crimes digitais que ultrapassam fronteiras.
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